Jesus Cristo e Super-Homem: A necessidade do herói mítico

Com colaboração de Rafael & Fátima Tardelli

Todos os povos primitivos desenharam para si um herói. Alguém que trouxesse todas as virtudes: forte em todos os sentidos, honesto e de grande moral. Servindo como baluarte entre o povo em questão e a completa destruição (tanto física, quanto moral) do referido povo.

Muitos são os heróis da Antigüidade: Perseu, Beowulf, Héracles (também chamado de Hércules), Sigfried, Cuchulain, Tristão, Orfeu etc. E esta “tradição”, digamos assim, perdura até hoje, quando vamos aos cinemas pra ver filmes do Rambo, Chuck Norris, 007 entre outros.

Entretanto, a maior expressão folclórica de heróis com superpoderes, numa eterna luta do Bem contra o Mal, está presente sob a forma de Histórias em Quadrinhos (HQ’s); sendo o Super-Homem o primeiro, mais famoso e mais poderoso dentre eles.

Há muito tempo, discute-se sobre as várias semelhanças entre o Super-Homem e outra figura mítica: Jesus Cristo – o qual, até que provem o contrário, também não passa de mais um mito. Essas semelhanças são tão grandes que paramos para pensar se foram por acaso ou fruto de uma clara ligação entre estas duas personagens.

Examinando as personagens

O mito do Jesus Bíblico é do conhecimento de muita gente. Críticas sobre sua existência real são discutidas na série A maior farsa de todos os tempos; portanto, seria apenas superlotamento de espaço aqui se retomarmos o tema. Entretanto, a referida série é recomendada para estudo.

Muito bem, o Super-Homem é uma criação de dois amigos de origem judia, desenhistas de quadrinhos, Joe Shuster e Jerry Siegel em 1938, aparecendo no primeiro número da revista Action Comics.

Siegel e Shuster criaram um herói em sua tradição clássica, que lutava para corrigir os erros daqueles tempos, combatendo a tirania e a injustiça social em prol da verdade, justiça e moral da América. Depois, por causa de uma – digamos assim – “globalização”, os criadores fizeram o favor de estender a benevolência do Super-Homem a todo o mundo e, depois, para o Universo.

Os criadores presentearam seu herói com uma roupa e tanto! Um colant azul e vermelho bem chamativos, cinto dourado e uma capa esvoaçante, além da famosa “cueca sobre a calça” (que, por sinal, virou peça comum em qualquer uniforme de um Super-Herói que se preze). Da mesma forma, como todo herói moderno, ele exibe o seu símbolo sobre o peito (por favor, atentem para este detalhe, pois voltarei a isso mais tarde).

Além dos seus poderes sobre-humanos – como super-audição, velocidade quase infinita, força imensa, visão telescópica, visão de raio X, visão de calor entre outras coisas – o que mais caracteriza o Super-Homem é sua bondade extrema e caráter inigualável. Somando-se a isso, ainda tem o fato dele ficar de guarda em órbita da Terra, usar um disfarce de repórter – afim de saber o que se passa no mundo –, ter a capacidade de ver tudo e todos (mesmo atrás de paredes, exceto se forem de chumbo) e ser capaz de ouvir até mesmo sussurros. Isso nos permite afirmar com certeza que o Super-Homem é onisciente. Sua força incrível o faz onipotente e sua velocidade permite que seja praticamente onipresente. Interessante, não é mesmo?

Nada disso seria espetacular, mediante o conceito humano de qualquer entidade superpoderosa. Muitos heróis são fortes, rápidos, inteligentes etc. Mas, somente deuses possuem mais de uma, ou mesmo todas essas características.

O Jesus tal como descrito na Bíblia não foge a essa regra, já que ele foi capaz de caminhar sobre as águas (vôo?), ter força pra expulsar demônios, mostrar-se ciente de tudo o que o cercava e saber de antemão o que o destino lhe reservava, entre outras coisas.

Na página a seguir, estudaremos as semelhanças entre o mito da Palestina e o herói de Krypton.

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