Células-tronco: A decisão só pode ser uma

justica_celula.jpgO mais antigo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, está certo ao considerar o processo que começará a ser julgado ali amanhã “o mais importante de toda a história” da Corte, porque, argumenta, será uma deliberação sobre o direito à vida. Mas pode-se explicar de outras formas, quem sabe mais apropriadas, a importância excepcional desse julgamento. Para o relator da ação sobre a qual o Supremo vai se pronunciar, Carlos Ayres Britto, por exemplo, o que está em tela de juízo é um confronto entre ciência e religião – ou, pelo menos, entre ciência e religião católica. Uma terceira formulação, no entanto, talvez seja a mais cabal: o STF está na iminência de fazer história porque foi chamado a se pronunciar, em derradeira análise, sobre a separação constitucional entre Igreja e Estado no Brasil.

A matéria sub judice é o artigo 5º da Lei de Biossegurança, de 2005, que autoriza, sob condições as mais estritas, as pesquisas para fins terapêuticos com células-tronco, ou pluripotentes, extraídas de embriões humanos. Essas células são assim chamadas por sua propriedade de se transformar em qualquer das células especializadas que formam os diferentes tecidos do corpo. Exatamente por isso, tais células, implantadas no organismo, poderiam desempenhar as funções daquelas outras que ou nunca puderam fazê-lo, por má formação, ou perderam a capacidade para tanto, por terem falido. Desse modo, inúmeras doenças incuráveis e devastadoras, como diabetes, mal de Parkinson, Alzheimer e distrofia muscular – para citar apenas um punhado das que atacam milhões de adultos e crianças -, poderiam ser tratadas com mais sucesso do que até agora.

Saudadas pela maioria absoluta dos estudiosos do mundo inteiro como a descoberta mais promissora das ciências biomédicas, as pesquisas com células-tronco, extraídas de embriões nos primeiríssimos estágios de sua formação, são permitidas em países culturalmente tão distintos entre si como Espanha, Finlândia, Japão, Israel e Reino Unido. A grande exceção, como se sabe, são os Estados Unidos, onde o poder político do fundamentalismo religioso, no governo Bush, chegou a níveis sem paralelo nas sociedades desenvolvidas da atualidade. E foi por inequívoca motivação religiosa, apesar dos seus desmentidos, que o então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, entrou no Supremo, em maio de 2005, com uma ação direta de inconstitucionalidade contra os dispositivos da Lei de Biossegurança que tratam das células-tronco.

A sua tese é um sofisma. Invocando o princípio constitucional da defesa da vida e sustentando que as pesquisas com células embrionárias destroem vidas humanas, pede que sejam banidas. Primeiro, a lei só liberou os estudos e as terapias do gênero com embriões descartados, por inviáveis, nas clínicas de reprodução assistida ou congelados há no mínimo três anos. (Permitida no exterior, a clonagem terapêutica, obtenção de células-tronco a partir de outros tipos de embriões, é expressamente proibida na lei brasileira.) Ora, observam os cientistas, um embrião sem nenhuma chance de ser implantado em um útero, cujo destino inexorável, portanto, é o lixo, ou um embrião congelado, que aos genitores não mais interessa implantar, em hipótese alguma poderia ser considerado vida, ou vida em potencial.

Aliás, mesmo no útero, na reprodução natural, a implantação do embrião só ocorre a partir do 6º dia – e os biólogos trabalham com aglomerados celulares (blastocistos) de até 5 dias. Segundo – e mais importante ainda -, é a Igreja, não a Constituição, que estabelece que a vida se inicia no ato da concepção. Muitos dos mais respeitados cientistas pensam que, nos organismos complexos, a vida começa quando começa a atividade cerebral e termina quando ela cessa. Para outros, a vida humana, diferentemente da vida em geral, começa com a autoconsciência e se extingue quando ela se perde. De todo modo, a equação posta diante do STF é outra: não lhe compete definir o que é vida, mas decidir se as leis (que valem para todos), se o Estado (laico) e se a sociedade (com os seus adeptos de diversos credos, os seus agnósticos e ateus) devem se pautar pelo que determinada religião entende ser o início da vida. A decisão só pode ser uma.


Fonte: Estadão

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16 Respostas

  1. A ICAR é semelhante ao Chacrinha, gostar de confundir e não explicar. Aqui na Paraíba, um arcebispo, que foi expulso de Sobral,de nome Dom Aldo Escroto, digo Pagoto, vive puxando o saco dos poderosos e confundindo suas ovelhas. Dias desses foi a vez de um tal Dom Cáppio fazer greve (mentirosa) de fome contra a transposição do rio São Francisco. Agora é a vez da ICAR se meter onde não foi chamada. Os religiosos podem perfeitamente abdicar do tratamento resultante das pesquisas com célula-tronco, nesse caso morrer é uma opção deles.

  2. Se dependesse da ICAR, ainda estaríamos na Idade Média.

  3. Olá:
    A data de ontem transcorreu sem que houvesse uma decisão sobre a questão. Diz-se que um dos ministros provavelmente pedirá ‘vista dos autos’, postergando a decisão por tempo indefinido.
    A ministra Elen Grace adiantou seu voto, anexando sua adesão ao voto do relator.

    O voto do relator (para ler na íntegra acesse: http://tinyurl.com/27239w )apontou o posicionamento argumentativo das duas correntes ideológicas:

    Pela constitucionalidade da lei:

    I – uma, deixando de reconhecer às células-tronco embrionárias virtualidades, ao menos para fins de terapia humana, superiores às das células-tronco adultas. Mesma corrente que atribui ao embrião uma progressiva função de auto-constitutividade que o torna protagonista central do seu processo de hominização, se comparado com o útero feminino (cujo papel é de coadjuvante, na condição de habitat, ninho ou ambiente daquele, além de fonte supridora de alimento). Argumentando, sobremais, que a retirada das células-tronco de um determinado embrião in vitro destrói a unidade, o personalizado conjunto celular em que ele consiste. O que já corresponde à prática de um mal disfarçado aborto, pois até mesmo no produto da concepção em laboratório já existe uma criatura ou organismo humano que é de ser visto
    como se fosse aquele que surge e se desenvolve no corpo da mulher gestante. Criatura ou organismo, ressalte-se, que não irrompe como um simples projeto ou u’a mera promessa de pessoa humana, somente existente de fato quando ultimados, com êxito, os trabalho de parto. Não! Para esse bloco de pensamento (estou a interpretá-lo), a pessoa humana é mais que individualidade protraída ou adiada para o marco factual do parto feminino. A pessoa humana em sua individualidade genética e especificidade ôntica já existe no próprio instante da fecundação de um óvulo feminino por um espermatozóide masculino. Coincidindo, então, concepção e personalidade (qualidade de quem é pessoa), pouco importando o processo em que tal concepção ocorra: se artificial ou in vitro, se natural ou in vida. O que se diferencia em tema de configuração da pessoa humana é tão-somente uma quadra existencial da outra. Isto porque a primeira quadra se inicia com a concepção e dura enquanto durar a gestação feminina, compreendida esta como um processo contínuo, porque abrangente de todas as fases de vida humana pré-natal. A segunda quadra, a começar quando termina o parto (desde que realizado com êxito, já dissemos, porque aí já se tem um ser humano nativivo). Mas em ambos os estádios ou etapas do processo a pessoa humana já existe e é merecedora da mesma
    atenção, da mesma reverência, da mesma proteção jurídica. Numa síntese, a idéia do zigoto ou óvulo feminino já fecundado como simples embrião de uma pessoa humana é reducionista, porque o certo mesmo é vê-lo como um ser humano
    embrionário. Uma pessoa no seu estádio de embrião, portanto, e não um embrião a caminho de ser pessoa.

    Pela inconstitucionalidade da lei:

    “II – a outra corrente de opinião é a que investe, entusiasticamente, nos experimentos científicos com células-tronco extraídas ou retiradas de embriões humanos. Células tidas como de maior plasticidade ou superior versatilidade para se transformar em todos ou quase todos os tecidos humanos, substituindo-os ou regenerando-os nos respectivos órgãos e sistemas. Espécie de apogeu da investigação biológica e da terapia humana, descortinando um futuro de intenso brilho para os justos anseios de qualidade e duração da vida humana. Bloco de pensamento que não padece de dores morais ou de incômodos de consciência, porque, para ele, o embrião in vitro é uma realidade do mundo do ser, algo vivo, sim, que se põe como o lógico início da vida humana, mas nem
    em tudo e por tudo igual ao embrião que irrompe e evolui nas entranhas de u’a mulher. Sendo que mesmo a evolução desse último tipo de embrião ou zigoto para o estado de feto somente alcança a dimensão das incipientes características físicas e neurais da pessoa humana com a meticulosa colaboração do útero e do tempo. Não no instante puro e simples da concepção, abruptamente, mas por uma engenhosa metamorfose ou laboriosa parceria do embrião, do útero e do correr dos dias. O útero passando a liderar todo o complexo
    processo de gradual conformação de uma nova individualidade antropomórfica, com seus desdobramentos ético-espirituais; valendo-se ele, útero feminino (é a leitura que faço nas entrelinhas das explanações em foco), de sua tão mais antiga quanto insondável experiência afetivo-racional com o cérebro da gestante. Quiçá com o próprio cosmo, que subjacente à cientificidade das observações acerca do papel de liderança do útero materno transparece como que uma aura de exaltação da mulher – e principalmente da mulher-mãe ou em vias de sê-lo – como portadora de um sexto sentido existencial já situado nos domínios do inefável ou do indizível. Domínios que a própria Ciência parece condenada a nem confirmar nem desconfirmar, porque já pertencentes àquela esfera ôntica de
    que o gênio de William Shakespeare procurou dar conta com a célebre sentença de que “Entre o céu e a terra há muito mais coisa do que supõe a
    nossa vã filosofia” (Hamlet, anos de 1600/1601,Ato I, Cena V).

    Argumento do relator, donde se extrai que a proteção à vida dada pela Carta Constitucional se refere à alguém nascido e que se faz destinatário dos direitos fundamentais:

    “…22. Avanço no raciocínio para assentar que essa reserva de personalidade civil ou biográfica para o nativivo em nada se contrapõe aos comandos da Constituição.
    É que a nossa Magna Carta não diz quando começa a vida humana. Não dispõe sobre nenhuma das formas de vida humana pré-natal. Quando fala da “dignidade da pessoa humana” (inciso III do art. 1º), é da pessoa humana naquele sentido ao mesmo tempo notarial, biográfico, moral e espiritual (o Estado é confessionalmente leigo, sem dúvida, mas há referência textual à figura de Deus no preâmbulo dela mesma, Constituição). E quando se reporta a “direitos da pessoa humana” (alínea b do inciso VII do art. 34), “livre exercício dos direitos (…) individuais” (inciso III do art. 85) e até dos “direitos e garantias individuais” como cláusula pétrea (inciso IV do § 4º do art. 60), está falando de direitos e garantias do indivíduo-pessoa. Gente. Alguém. De nacionalidade brasileira ou então estrangeira, mas sempre um ser humano já nascido e que se faz destinatário dos direitos fundamentais “à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”, entre outros direitos e garantias igualmente distinguidos com o timbre da fundamentalidade (art. 5º). Tanto é assim que ela mesma, Constituição, faz expresso uso do adjetivo “residentes” no País (não em útero materno e menos ainda em tubo de ensaio ou em “placa de Petri”), além de complementar a referência do seu art. 5º “aos brasileiros”
    para dizer que eles se alocam em duas categorias: a dos brasileiros natos (na explícita acepção de “nascidos”, conforme as alíneas a, b e c do inciso I do art. 12) e
    brasileiros naturalizados (a pressupor formal manifestação de vontade, a teor das alíneas a b do inciso II do mesmo art. 12)

    Ressalto a parte que o ministro relator diz ‘…Tanto é assim que ela mesma, Constituição, faz expresso uso do adjetivo “residentes” no País (não em útero materno e menos ainda em tubo de ensaio ou em “placa de Petri”)…’ (terminando de vez com a retórica dos contrários à constitucionalidade da lei de biossegurança).

    Abraços.
    😉

  4. Relator e ministra Elen Gracie crêem em rápido deslinde da questão, apesar de um dos ministros haver pedido ‘vista dos autos’ (dito ministro tem trinta dias para proferir seu voto após a ‘vista’).

    Mais aqui.

  5. Bom, um conhecido meu pesquisou e disse qual a punição do STF pra quem não respeitar os 30 dias de limite pra vista dos autos, e a resposta é:
    Nenhuma!

    O ministro Direito é membro de uma organização chamada juristas chatólicos do Rio de Janeiro, então me parece obvio que ele vai tentar segurar a votação por quanto tempo seja possivel, e quando não puder mais vai votar a favor da ação de inconstitucionalidade.

    Mas ao que parece temos algo como 7 a 4 ou 8 a 3 a favor das pesquisas, o grande problema desse adiamento é que nenhuma instituição vai investir em pesquisas com celulas tronco embrionárias sabendo que logo esse processo pode vir a correr riscos de se tornar ilegal.

    Também acho improvavel que o ministro Direito respeite o prazo de vista dos autos, mas se respeitar espero que a votação corra de acordo com os pareceres técnicos e com o desejo da maioria da população que apóia as pesquisas, e não de acordo com uma instituição dogmatica e retrograda como a ICAR.

  6. Thomas Fortes

    Olá, tudo bem?

    Quando à inexistência de punição para o ministro que extrapola o prazo, não posso opinar, posto que não sei ao certo (Na Resolução 278/2003 realmente não há previsão alguma de sansão) .

    Assim, pediria a gentileza que você pedisse a seu amigo que disponibilizasse a pesquisa que ele fez.

    Quanto à votação, compartilho com tua opinião: espero que seja declarada a constitucionalidade da lei.

    Abraços.

    🙂

  7. É de grande relevância que autoridades responsáveis por decisões críticas que influenciarão não só o que presenciamos na atualidade como gerações futuras que sentirão os efeitos de certas decisões, tomem ciência de que de fato o poder emana do povo e em nome do povo este poder é exercido. Devemos exercer esta prática usando os meios disponíveis como a internet e o correio eletrônico e também em sites como este, para que vozes de manifesto e num círculo virtuoso cheguem aos palácios de nossos representantes e que na esfera judiciária, os parâmetros fundamentais de um estado laico sejam prevalecidos.

    Na próxima quarta feira o STF julgará uma ação de inconstitucionalidade sobre a Lei de Biosserança. O objetivo desta ação é barrar a possibilidade de pesquisas com células tronco embrionárias que podem salvar vidas e recuperar pessoas com doenças graves.
    Abaixo enviamos um modelo de carta (e os emails dos Ministros) para ser enviada aos Ministros Manifestando apoio às pesquisas e pedindo que as/os Ministros não aceitem o pedido de inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança. Abaixo está o modelo para quem ver este site, copiarem e enviarem:

    Excelentíssimo Sr Ministro do Supremo Tribunal Federal,

    Referente ADI 3510/05

    A sociedade brasileira que defende a democracia, a liberdade de pensamento e o Estado laico, vem a Vossa Excelencia, Ministro/a do Supremo Tribunal Federal, solicitar que a decisão sobre a inconstitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05) que trata da pesquisa com células-tronco, respeite a liberdade de pensamento e de crença e o papel da Ciência.

    A partir da clareza de que o Poder Judiciário ou o Poder Legislativo não podem fazer as vezes de cientistas, mas sim têm como dever proteger os direitos fundamentais, e considerando que não há consenso sobre o que é vida humana e quando ela se inicia, a escolha de uma corrente violará o pressuposto que constitui um Estado Democrático, Livre e Laico: a liberdade de crença e pensamento. Portanto, pedimos a Vossa Excelência a difícil tarefa de ser o/a guardião/ã de um dos únicos valores de consenso de uma sociedade plural e democrática: a liberdade. Pedimos, portanto, a negativa ao pedido formulado na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3510/05.

    Atenciosamente,

    (assine aqui seu nome e envie a mensagem para os emails abaixo)
    ______________________________________

    copiem e colem os enderços abaixo para enviar:

    ledam@stf.gov.br; ellengracie@stf.gov.br; mcelso@stf.gov.br; mgilmar@stf.gov.br; viniciusg@stf.gov.br; joaobmc@stf.gov.br; franciscol@stf.gov.br; adrianaz@stf.gov.br; rodrigom@stf.gov.br; carmemll@stf.gov.br; favetti@stf.gov.br; reginamv@stf.gov.br; neideb@stf.gov.br; fabio@stf.gov.br; salomao@stf.gov.br; lucianan@stf.gov.br; walter@stf.gov.br; olivia@stf.gov.br; adrianna@stf.gov.br; roberta@stf.gov.br; guiomar@stf.gov.br; marcosaa@stf.gov.br; aldop@stf.gov.br; hestellita@stf.gov.br; mpetcov@stf.gov.br; carlak@stf.gov.br; mluciam@stf.gov.br; antoniof@stf.gov.br; fabriciojm@stf.gov.br; beatriz@stf.gov.br; jantoniorm@stf.gov.br; eduardod@stf.gov.br; georger@stf.gov.br; carlas@stf.gov.br; gabriel@stf.gov.br

  8. Gostaria muito de ver todos aqueles que defendem a idéia de que a vida começa com a gestão, confrontá-los com blastocistos de porcos, ratos e humanos, todos sem rótulos e sem saber de quem se trata a princípio, e pedí-los para apontar quais das amostras frente aos mesmos é de um ser humano. Errariam provavelmente. Por que células de um porco ou de um ser humano são indistinguíveis nos primeiros dias de vida.
    Acho que mesmo para quem lida com a tecnologia de manipulação de células, não deve ser óbvio esta identificação salvo por identificação do código genético.

  9. Essa questão nem deveria estar travando o STF e contribuindo para a morosidade da justiça.

    Como já adiantou o Relator Ministro Carlos Ayres Brito, a teoria natalista – adotada por nossa Constituição e enraizada no Código Civil – dá direito à vida somente aos nascidos com vida.

    É uma questão clara e óbvia na Constituição, que demonstram que argumentos contrários se fundam em convicções religiosas.

    Espero rapidez nessa votação como o da Ministra Ellen Grace.

  10. Fazer experiências com embriões de tartarugas constitui-se crime ambiental, mas querem fazer experiências com embriões humanos, parece que a vida humana foi reduzida a “coisa”. Infelizmente pessoas de má fé espalharam que essas pesquisas trarão a cura de doenças, qualquer pessoa que se contenta e não busca mais informações vai ser a favor, mas a mídia não mostra os resultados: sucesso nas pesquisas com células tronco adultas, fracasso nas pesquisas com células tronco embrionárias. Para finalizar, não é uma discussão CIÊNCIA E RELIGIÃO CATÓLICA, mas sim uma discussão CIÊNCIA E DIREITO. O Vaticano possui mais de 70 prêmios Nobel na área da ciência e além dos católicos tem ateus e pessoas de outras religiões que também são contra essas pesquisas. O que motiva essas pessoas não é a religião é o direito à vida que ultrapassa essa questão.

  11. Fazer experiências com embriões de tartarugas constitui-se crime ambiental

    Me mostre a lei.

    mas querem fazer experiências com embriões humanos, parece que a vida humana foi reduzida a “coisa”.

    Ô, bestinha: Não são com seres humanos e sim um punhado de células que iriam ser descartadas de qualquer forma. Se vc está com tanta peninha, por que não adota todos eles?

    Infelizmente pessoas de má fé espalharam que essas pesquisas trarão a cura de doenças

    E pessoas de “boa fé” preferem que as doenças fiquem como está e que a Ciência não progrida. me lemnbra do caso de Oswaldo Cruz, onde muitos idiotas foram contra suas ações sanitaristas por causa da febre amarela. Resultado: Ele etava certo, erradicou a febre amarela das ciodades e os detratores dele, como vc está agindo agora, ficaram conhecidos como os maiores imbecis jamais vistos.

    qualquer pessoa que se contenta e não busca mais informações vai ser a favor

    Inunde-nos com suas amplas informações científicas abalizadas.

    mas a mídia não mostra os resultados: sucesso nas pesquisas com células tronco adultas, fracasso nas pesquisas com células tronco embrionárias.

    Mostre-me as pesquisas. Periódicos especializados, sim?

    Para finalizar, não é uma discussão CIÊNCIA E RELIGIÃO CATÓLICA, mas sim uma discussão CIÊNCIA E DIREITO. O Vaticano possui mais de 70 prêmios Nobel na área da ciência e além dos católicos tem ateus e pessoas de outras religiões que também são contra essas pesquisas.

    Não diga! Por acaso Einstein? Ah, desculpe. este era judeu. Madame Curie? Ah, droga, esta era atéia… Hummmm, pode me dizer quais prêmios Nobel a ICAR ganhou?

    O que motiva essas pessoas não é a religião é o direito à vida que ultrapassa essa questão.

    Isso é bem estranho, vindo de uma religião que não se importa que milhões de pessoas morram por ser contra o uso de preservativos, que se mete a torto e a direito na ciência e que foi a responsável pela condenação e execução de muitos cientistas ao longo da história.

    A mesma história atesta: A Ciência sempre esteeve certa e a ICAR é formada por um bando de velhotes que não tem nada mais do que fazer que falar besteiras, a fim de sustentar eu poder sobre as massas.

  12. Érica:

    Para finalizar, não é uma discussão CIÊNCIA E RELIGIÃO CATÓLICA, mas sim uma discussão CIÊNCIA E DIREITO.

    Acaso você ignora que foi feita uma audiência pública onde foram ouvidas opiniões dos mais diversos ramos da sociedade, incluindo a Igreja Católica, que lá expôs os ‘argumentos’ em defesa da Inconstitucionalidade da Lei? Ignora vc que o poder da Igreja Católica e dos demais grupos religiosos, hipoteticamente falando poderia pesar na bbalança no momento da decisão é que é exatamente esta a aspiração de tais grupos (religiosos)?

    … O que motiva essas pessoas não é a religião é o direito à vida que ultrapassa essa questão.

    O “Direito à vida” consagrado pela nossa Constituição (lei máxima do Estado de Direito, elaborada por um Poder Constituinte legítimo) é relativo ao das pessoas JÁ NASCIDAS? Consegue entender a diferença existente entre os posicionamentos analisados?

    Com todo o respeito (ou melhor: com respeito nenhum, já que Vossa Senhoria fala do que não entende): Vá estudar!

  13. O Sr. André, que também foi um montinho de células insignificante, como todos nós, fique sabendo que a Pontifícia Academia de Ciências tem como membros 29 Premios Nobel. Se o Vaticano tem 5 academias científicas deve concordar que de modo algum é contra a Ciência. É contra a ditadura do relativismo que vc defende e que prega a cultura da morte. Queira ou não, é um fato que vc bem como todos nós já fomos um ser humano unicelular, não se trata de ideologia. A Igreja é a favor da vida pois vem apoiado as pesquisas éticas com células-tronco adultas. Até o Thomson já mudou de linha de pesquisas. Saiba que, de acordo com Dra. Natalia Moratalla não tem mais sentido se ficar defendendo pesquisas com embriões humanos. Acabou esta estória da carochinha, que só tem servido agora para pessoinhas arrogantes atacarem a Igreja.
    Dra. Alice Teixeira Ferreira, pesquisadora de CTAs desde 1994.

  14. O Sr. André, que também foi um montinho de células insignificante, como todos nós

    Pode me chamar de Deus.

    fique sabendo que a Pontifícia Academia de Ciências tem como membros 29 Premios Nobel.

    Apelo à autoridade. pouco me importa o que a Pontíficia Academia de Ciências disse. Isso não tem nada a ver com a questão, dotôra de fundo de quintal.

    Se o Vaticano tem 5 academias científicas deve concordar que de modo algum é contra a Ciência.

    Ah, claro. João Paulo II só disse a Stephen Hawking que ele parasse de estudar a origem do Universo pq isso era algo concernente a Deus (veja o documentário “O Universo de Stephen Hawking”). Claro que não se opõe à ciência….

    É contra a ditadura do relativismo que vc defende e que prega a cultura da morte.

    Eu nunca defendi nazistas ou pedófilos. Já a sua igrejinha escrota…

    Queira ou não, é um fato que vc bem como todos nós já fomos um ser humano unicelular, não se trata de ideologia.

    Tb já fui um espermatozóide. Vamos proibir a masturbação nos adolescentes? Ah, bem… a ICAR já é contra isso.

    A Igreja é a favor da vida pois vem apoiado as pesquisas éticas com células-tronco adultas.

    Quantas vidas as 6 milhões de pessoas mortas nos campos de concentração poderiam gerar?

    Até o Thomson já mudou de linha de pesquisas.

    E?

    Saiba que, de acordo com Dra. Natalia Moratalla não tem mais sentido se ficar defendendo pesquisas com embriões humanos.

    Ela pode ter a opinião que quiser. pq será que vocês, toscas metidas a cientistas, não citam mais ninguém?

    Acabou esta estória da carochinha, que só tem servido agora para pessoinhas arrogantes atacarem a Igreja.

    E, por sinal, nenhum idiota conseguiu refutar umna linha. Pode citar Moratalla o quanto quiser, dotôra de fundo de quintal. Não fará diferença alguma.

    Não é curioso que alguém estudando células-tronco há 14 anos não tinha chegado à essa conclusão antes da Moratalla? Ah, bem, não importa. Houve quem disse que Copérnico estava errado. 😀

    Seu apelo à autoridade não me diz nada. Dizer-se doutora disso ou daquilo não me impressiona, filhota. Sua igrejinha estúpida deveria se preocupar com os padres pedófilos (a Pontíficia Academia de Ciências deveria estudar o comportamento deles…) ao invés de ficar se metendo na Ciência em todos estes anos.

    Foi graças ao resgate dos conhecimentos acumulados pelos árabes que tivemos o renascimento, pequena dotôra. Senão, ainda estaríamos na Idade das Trevas.

  15. Senhores,
    acho que esse espaço precisa de um moderador.
    Não sou católico nem protestante, mas acho que vocês poderiam elevar (pelo menos um pouco) o tom do debate. Alguns comentários são muito ofensivos e revelam total desequilíbrio e imaturidade para discutir um assunto tão sério.
    A igreja cometeu sim muitos crimes, a ciência também. Mas os dois deveriam aprender a conviver de forma pacífica e respeitosa. Um promove o avanço tecnológico o outro inspira as questões éticas e morais. Os erros são desvios de conduta que tenho certeza que o tempo e a história ajudarão a corrigir.
    Com relação às pesquisas com células embrionárias. Alguém aí já pensou porque estamos gerando tantos embriões para descarte nos procedimentos de fertilização in vitro? Preciamos mesmo dessa técnica?

  16. acho que esse espaço precisa de um moderador.

    Ô, meu filho. Isso aqui é um blog e não orkut.

    Não sou católico nem protestante, mas acho que vocês poderiam elevar (pelo menos um pouco) o tom do debate.

    Hummmm. Não estou me lembrando se perguntei algo.

    Alguns comentários são muito ofensivos e revelam total desequilíbrio e imaturidade para discutir um assunto tão sério.

    Hummmm, tb não me lembro de ter convidado alguém pra vir aqui.

    A igreja cometeu sim muitos crimes, a ciência também.

    Nem perderei meu tempo perguntando quais. Na certa o idiota falará da bomba atômica ou ouitra idiotice.

    Mas os dois deveriam aprender a conviver de forma pacífica e respeitosa.

    Algum cientista matou um padre? E o inverso?

    Um promove o avanço tecnológico o outro inspira as questões éticas e morais.

    O Malleus Maleficarum que o diga. Tá cheio de princípio moral lá.

    Os erros são desvios de conduta que tenho certeza que o tempo e a história ajudarão a corrigir.

    Sim, qdo acabarem com as religiões.

    Com relação às pesquisas com células embrionárias. Alguém aí já pensou porque estamos gerando tantos embriões para descarte nos procedimentos de fertilização in vitro? Preciamos mesmo dessa técnica?

    Alguns idiotas tb reclamaram de Oswaldo Cruz e sua campanha contra imundície urbana.

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