Mulheres sauditas tentam suicídio para fugir de pressão social

Examinando mais uma vez as maluquices deste mundo ensandecido, foi nos trazido esta linda notícia da Reuters que fala como os amorosos religiosos islâmicos  tratam suas mulheres. Com vocês: Ibtihal Hassan

Segregadas dos homens, proibidas de dirigir e submetidas a limitações para viajar, trabalhar e mesmo estudar, muitas mulheres da Arábia Saudita tentam se suicidar para escaparem de uma das sociedades mais rígidas do mundo.

A Arábia Saudita, um Estado islâmico conservador cujos clérigos exigem uma separação total entre os homens e as mulheres, costuma adotar uma postura severa com as mulheres, muitas delas vítimas de atos agressivos realizados por homens.

Uma garota de 19 anos seqüestrada e estuprada por sete homens acabou condenada, recentemente, a 200 chibatadas em um caso que gerou críticas na comunidade internacional e manchou a imagem da Arábia Saudita, o berço do Islã.

O rei Abdullah, do país, perdoou a mulher nesta semana, em uma medida que parecia significar uma crítica dura aos clérigos da vertente Wahhabi do islamismo (de linha-dura). Esses clérigos dominam o Poder Judiciário do país.

As pressões exercidas sobre as mulheres sauditas obrigam-nas a viver em um mundo isolado, o que muitas vezes torna mais difícil o embate com as atribulações da adolescência e os problemas familiares.

“Eu estava desesperada naquela época por causa de problemas familiares. Minha mãe tinha se divorciado e eu tive de ficar com ela enquanto meus dois irmãos mais velhos foram morar com meu pai”, disse Maha Hamad, 23, estudante, que tentou se matar há dois anos. “Eu era pressionada demais pela minha mãe a respeito de tudo o que fazia. Eu não conseguia viver sem que ela determinasse o que eu podia e o que eu não podia fazer.”

O suicídio é uma prática banida pela lei islâmica e, os hospitais costumam registrar o fato como “uso errado de medicamentos”, o que faz esse tipo de caso figurar com menor peso nas estatísticas.

PRESSÕES SOCIAIS

Um raro estudo de 2006 sobre as suicidas sobreviventes, realizado por Salwa al-Khatib, da Universidade Rei Saud, descobriu que de um universo de cem tentativas, 96 envolveram mulheres.

Segundo a pesquisadora, o hospital no qual trabalha como conselheira recebe uma média mensal de 11 mulheres que tentaram cometer suicídio.

“As mulheres enfrentam graves casos de depressão devido às pressões sociais”, afirmou Khatib. “O tratamento diferenciado reservado aos homens e às mulheres dentro das famílias contribui para aumentar as pressões. Os homens, criados para serem superiores, costumam menosprezar as mulheres. Eles adotam um comportamento agressivo a fim de manifestar o poder que possuem sobre as mulheres.”

Feitas com pequenas doses de remédio tomadas durante o dia, muitas das tentativas de suicídio revelam-se antes como pedidos de ajuda, e não esforços sérios para acabar com a própria vida, disse Khatib.

“Várias das adolescentes da Arábia Saudita não se comunicam com seus pais. Não há ninguém para ouvir sobre seus problemas emocionais, sociais ou mesmo educacionais”, disse a pesquisadora.

Os casamentos forçados são um fator comum por trás das crises de depressão enfrentadas por mulheres jovens, dizem cientistas. Geralmente, apenas mulheres da classe alta da Arábia Saudita conseguem se casar com um parceiro que elas próprias escolheram.

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27 Respostas

  1. A garota de 19 anos estuprada por sete homens foi condenada?

    Pq será que isso não me causa admiração, vindo de onde veio?

    E ainda existem pessoas que, sobre tais atrocidades dizem que devemos respeitar a cultura/costumes alheios!

    Relativismo cultural numa situação absurda como esta? 😦

    Sem chance…..!

  2. Se eu tivesse que desenhar um logotipo na capa do Alcorao, eu desenharia um penis estilizado com uma “aureola” na glande. A mesma coisa com a Biblia.

    Afinal, é assim que sao os arabes nesta sociedade tao patriarcal e machista.

  3. Isso ainda deve ser pouco, como saber o que realmente se passa nesses países se a repressão sempre existiu? Poucas são as pessoas que terão coragem de se levantar contra o sistema. E só farão aquelas que já não vêem mais sentido na vida, como é o caso dessas mulheres, que impotentes não vêem outra saída senão dar cabo a própria vida. Esse tipo de cultura é repressiva e sob minha ótica denominaria arcaica e estupida.

  4. Sou arabe,claro a noticia uqe eu li me deixou triste.
    as oque me deixis tirste ainda,ler als declaraçoes de pessoas ignorantes como abadon.Nas sociedades euroas tamebm existe descriminaçao contra mulheres.

  5. Pois é, Ahmad.

    Religião é uma coisa, né?

  6. Ignorancia é defender uma religiao que permite a submissao das mulheres aos homens, e trata-las como se fossem lixo, oferecer tratamentos desumanos e iniquios para que se sintam desvalorizadas e inuteis.

    E sim, esse Alcorao merece um penis estilizado na capa !

    Afinal, esse livrinho que nada tem de sagrado, com ordens de um deus imaginario, massacra o ser humano. Principalmente as mulheres.

    Esta tristinho porque ? Deveria é sentir vergonha de sua religiao por permitir uma situacao dessas.

    As sociedades europeias sao muito mais evoluidas. Qualquer mulher no planeta amaria viver na Europa, se pudessem. Rarissimas sao as chances de serem discriminadas e tratadas como cachorros por ignorantes em nome de uma religiao.

  7. Ahmad,

    Não que eu esteja desejando isso pra você, mas se você levasse 200 chibatadas no lombo, o mesmo anteriormente violado por sete homens, duvido que você ficaria meramente… “triste”.

  8. oLHA ABBADON,EU NAO ESTOU DISCUTINDO AS IDEIAS DE RELIGAO,ALIAS NAO SOU RELIGOSO.mAS VOCE SABE PORQUE A RELIGAO GANHOU ESPAÇO NO MUNDO PORQUE INFELIZMENTE EXISTE PESSOAS COMO VOCE E RODRGO QUE NAO SABEM FALAR DE LOGICA E CIENCIA.eNQUANTO A RESPEITO A SOCIEDADE EUROPE DA UM TEMPO ,VOCE PRECISA DE LER MAIS SOBRE ABU GRAIBE ONDE PRECISNEIROS IRAQUIANOS FORAM TORTURADOS ISSO E CIVILIZAÇAO?RODRIGO voce gostaria de estar na lugar desses prisoneiros iraquianos.Olha se voce leu a menssagem que eu escreve primeiro eu falei que fiquei triste por essa historia e estou a lado dessa mulher,agora se voce ignorante o problema seu.

  9. Oque eu quero dizer se uma pessoa quer discutir uma ideologia usando a logica e raciocno,tudo bem.Eu alias largei as religoes faz tempo,mas temos que respeitar um outro e nao usar palavras como penis,Vamos ser educados uns com outros.Assim nos nao deixaraemos a religao ganhar mais espaço.Abadon seja mais educado cara e usa seu racocino

  10. Ahmad,

    1) Sem agressividades. Isso denota falta de equilíbrio emocional e não combina com alguém que gaba-se ser atualizado e supostamente mantém as coisas em um ambiente cortês, coisa que não notei em seus posts subseqüentes.

    2) O critiquei por ficar meramente “triste” perante a notícia, quando ela na verdade é suficiente para causar no mínimo revolta, uma injustiça contra um inocente incompatível com o milênio em que vivemos.

    3) Mas entendo que a moral é sua e não sou eu que vou dizer aquilo que você tem que sentir. Nisso eu realmente pequei. Pessoas diferentes tem graus diferentes de humanidade.

    4) Quanto a Abu Graibe (e em todos os outros lugares onde a tortura foi empregada de forma covarde, só com o intuito de menosprezar e diminuir alguém), tenho certeza NINGUÉM, tampouco eu, gostaria de estar na pele daqueles homens, fossem eles soldados ou não.

    Torturas e maus-tratos não justificam réplicas em qualquer instância. Se justificassem, na “cronologia” de injúrias, os maus tratos e injustiças contra mulheres dentro do mundo árabe são bem mais antigas que a humilhação e a tortura contra os prisioneiros árabes em Abu Graibe. Mas em se tratando de vinganças, sempre o adversário foi quem começou…

    5) Ahn… percebo que seu problema é com palavras como pênis e lombo, é isso?

    6) E sem cAPSLOCK oVERKILL, por favor…

  11. Eu realmente acho que essa mulher foi injustiçada,nao quero defender ne uma religao,eu largei os religoes faz alguns meses.Mas sou a favor de qualquer debate cientifico baseado na logica e raciocino.Acho que temos respeitar os outros ,nao importa se gente concorda com poto da vista deles ou nao.Porque falar palavras como penis nao vai resolver problema ne uma,ainda porcima vai mostrar que essa pessoa nao tem argumentos.A respeito das mulheres arabes,com tudo respeito amigo voce nao sabe como eles vivem pois nao pode joga,sem fundamentos.Eles tem todos diretos que um homen tem.As mulheres nas faculdades arabes estudam muito mais que os homens.Favor amigo porgentileza volta para historia para voce ver quem trasformou as mulheres de escravos para companheiros para os homens,claro nas regoies arabes.Todas as mulheres falam mais de uma lingua,sao cultas.Infelizmente a propaganda esta nas maos de um grupo de pessoas,que quer prejudicar gente,amigo a questao e politica.As mulheres sao felizes nas paises arabes.

  12. Ainda não entendi a preocupação que o Ahmad tem com os pênis.

  13. As mulheres sao felizes nas paises arabes.

    É mesmo? E com base no que afirmas isso?
    Será com base no gentil tratamento que elas recebem:

    https://ceticismo.wordpress.com/2007/12/05/aulas-de-violencia-contra-a-mulher-via-satelite/

    Será?

    😦

  14. As mulheres nos paises arabes sao felizes ,pois elas tem a os mesm os direto que os homens tem.Se voce amiga acha que elas nao sao felizes,quais sao as arguemntos que voce tem para achar isso.Eu morei la anos e sei muito bem oque estou falando mas voce amiga nunca viveu la.

  15. Qual país árabe vc morou, Ahmad? Dubai? Kwait? Líbano?

    Não acha que tem muita diferença de países islâmicos fortemente conservadores como Irã, Paquistão, Afeganistão etc?

    Se são países tão bonzinhos e sem mácula, com amor profundo, pq ainda estão caçando Salman Rushdie? E não venha me dizer que seu livro foi uma afronta ao Islã, pq qualquer um que tenha lido o livro sabe muito bem que não passou de paranóia do Khomeini e, mesmo depois daquele maluco ter batido as botas, ainda querem a cabeça do Rushdie.

    Me diga o seguinte: o que vc tem a dizer sobre os vídeos? Até agora, não vi um muçulmano que tenha contestado a tradução e muito menos dito o que eles realmente estão falando.

    E vc deve saber muito bem que para estudar o Al Qur’an tem que ser feito no árabe original.

  16. Peço para voce Andre com todo respeito ler as menssagens anteriores que eu mandei.voce parece uma pessoa muito inteligente,mas eu nao estava descitindo os aSSUNTOS RELIGOSOS.eU NAO SOU RELIGOSO,MAS RESPEITO TODOS OS RELIGOES,POIS TEMOS QUE RESPEITAR UNS OUTROS.OQUE VOCE ESRCEVEU NAO TEM NADA VER COM OQUE ESTAVA TENTANDO EXPLICAR NA MINHA MENNSAGEM.eM RELAÇAO DE sALMAN RUSHDE,NINGEIM ESTA ATRAS DELE.EU SOU DO LIBANO,NO MEU PAIS TODOS OS ESCRITORES PODEM DIZER OQUE ELES QUEREM E MELHOR EXEMPLO(JOBRAN KALIL JOBRAN)NAO SEI SE VOCE CONHECA.Quero deixar bem claro que eu nao sou religoso,parece que voce nao leu as menssagens anteriores.

  17. Peço para voce Andre com todo respeito ler as menssagens anteriores que eu mandei

    Eu li. E daí?

    voce parece uma pessoa muito inteligente

    Um dia lhe devolvo o cumprimento.

    mas eu nao estava descitindo os aSSUNTOS RELIGOSOS.

    Mas, é disso que se trata. Logo, vc falou um monte de bobagens à toa. Té mais.

    E vá ler sobre Salman. O preço pela cabeça dele ainda está em plena ascensão. Seus parentes são escritores? Paulo Coelho também é. Até aí, meu filho, não me disse nada. Vá ler uns jornais, sim? De preferência um que não seja parcial (se é que isso existe).

  18. Ahmad
    Se voce amiga acha que elas nao sao felizes,quais sao as arguemntos que voce tem para achar isso.Eu morei la anos e sei muito bem oque estou falando mas voce amiga nunca viveu la.

    Não somos amigos, somos apenas e tão-somente usuários da internet que comentamos textos (incluindo os deste blog).

    Não afirmei que as mulheres árabs são infelizes, foi você quem o fez.

    Eu apenas perguntei a você com base no quê afirmava que elas são felizes e mostrei indícios reais que apontam para uma situação totalmente distinta da que você defende.

    Você afirmou, o ônus é seu. Prove que elas são felizes.

    Todavia penso que você não veio trazer prova alguma do que defende, só veio para afirmar coisas (sem base alguma).

    Infelizmente tal comportamento está se tornando uma constante na internet. 😦

  19. flawless victory

    detonou Fatima… no mercy…
    De “achismos” o mundo tá cheio…

  20. […] Abaixo, seguem as postagens de Ahmad, o grão beduíno que não vê nada demais dar umas porradas nas mulheres, postadas no artigo Mulheres sauditas tentam suicídio para fugir de pressão social […]

  21. Acho que não levamos em conta que no brasil, um país sabidamente democrático, onde mulheres realmente trabalham, sustentam a casa e os filhos, muitas delas são espancadas violentamente. Isto é por causa de uma religião específica aqui no brasil onde existem uma variedade de crenças e tolerância ? Não. O álcool é o principal combustível dos homens violentos que batem nas mulheres e até as matam por ciúmes ou vingança. É verdade que nos países árabes ou muçulmanos há uma conivência das autoridades para que a violência contra as mulheres neste determinado país seja abrandada ou o praticanete do ato violento seja absolvido quando mata sua mulher ou parente. Isto é muito comum no paquistão e na nigéria até onde eu saiba. Devemos também observar que grande parte da população mais educada nos países árabes, a violência física contra a mulher assim como sua infibulação ou mutilação genital, onde acontece principalmente nos países africanos, são mínimas as ocorrências. Claro que não quer dizer que a violência é expirtapa por existir uma parcela da população muçulmana mais culta. Também temos violência de vários tipos contra a mulher e ainda mais nas classes mais empobrecidas da sociedade onde não se pode resignar de sua religião. Se a gente observar estes fatores podemos concluir que a violência não é devida somente á religião mas também á pobreza. Não há violência somente em países muçulmanos contra as mulheres, há também no brasil. O menos ruim no brasil é que não há a formalização deste tipo de tratamento sob a égide de livros santos como existe nos países muçulmanos embora como eu disse, nas populações mais pobres. Se pudéssemos fazer um comparativo de violência entre mulheres de ambos os países, brasil e um país muçulmano, proporcionalmente à população dos dois países, o brasil pode ficar de longe como o país de maior violência. Paradoxalmente o brasil, país de cuja população é a mais católica do mundo e consequêntemente a mais crédula. No final do balanço, muito provavelmente temos um efeito quase idênticos com os países mais crédulos. Porém com uma vantagem pífia de que nossas leis são governadas pelos parâmetros de um estado laico, enquanto as populações mais educadas de outros países teocráticos nada podem fazer, a não ser cooperarem mutuamente para a harmonia que toda civilização exige.

  22. Kafka
    Boa-Tarde!
    Acho que não levamos em conta que no brasil, um país sabidamente democrático, onde mulheres realmente trabalham, sustentam a casa e os filhos, muitas delas são espancadas violentamente.
    Eu levei isso em conta e mencionei na resposta dirigida ao Ahmad:
    “E daí? Aqui nas terras brazucas muitas mulheres trabalham, sustentam seus lares e os (vagabundos) de seus companheiros e ainda assim são subjugadas. Isso significa o quê para você?”.
    Veja na íntegra: http://perolasreligiosas.wordpress.com/2008/01/04/o-beduino-doido/

    Isto é por causa de uma religião específica aqui no brasil onde existem uma variedade de crenças e tolerância ?

    1º A violência contra a mulher decorre de uma série de fatores, mas entendo que o fator religioso em muito influencia isso. Especialmente se considerarmos as cartas de Paulo (apostolo cristão) e todo o A.T.
    2º A variedade de crenças no Brasil está longe de significar a existência de tolerância. Exemplos? Ligue na Record e assista ao Fala que eu te escuto, verás que quase todas as demais religiões (especialmente as baseadas no panteão africano) são demonizadas. Em meu entendimento, o pior de uma religião é a idéia de que ‘somente a minha religião está certa’. Mais sobre o assunto, veja:
    https://ceticismo.wordpress.com/2007/11/21/qual-e-a-ideia-mais-perigosa-na-religiao/

    Não. O álcool é o principal combustível dos homens violentos que batem nas mulheres e até as matam por ciúmes ou vingança.
    O uso de substâncias psicotrópicas, como o álcool é apenas um dos elementos envolvidos na questão da violência contra as mulheres, mas não é o principal elemento. No livro “A paixão no banco dos réus” de Luiza Nagib Eluf, há uma excelente análise da questão, onde se demonstra que o PRINCIPAL elemento da violência é a elevada valorização da virilidade pela sociedade, que leva o homem a achar-se proprietário de sua companheira, subjugando-a.
    De onde vem esta excessiva valorização? De uma forma simplista e excluindo outros fatores sociológicos importantes, pode-se dizer que um dos elementos cruciais a colaborar com esta excessiva valorização (patriarcal) é sim o religioso.
    Leia mais: http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp?id=1645

    É verdade que nos países árabes ou muçulmanos há uma conivência das autoridades para que a violência contra as mulheres neste determinado país seja abrandada ou o praticanete do ato violento seja absolvido quando mata sua mulher ou parente. Isto é muito comum no paquistão e na nigéria até onde eu saiba.
    Sim, e em muitos países existem até vídeos onde se ensina como BATER nas mulheres: https://ceticismo.wordpress.com/2007/12/05/aulas-de-violencia-contra-a-mulher-via-satelite/
    Devemos também observar que grande parte da população mais educada nos países árabes, a violência física contra a mulher assim como sua infibulação ou mutilação genital, onde acontece principalmente nos países africanos, são mínimas as ocorrências.
    Poderia, por favor, mostrar a fonte desta informação (de que são ínfimas as ocorrências da violência contra a mulher)

    Claro que não quer dizer que a violência é expirtapa por existir uma parcela da população muçulmana mais culta. Também temos violência de vários tipos contra a mulher e ainda mais nas classes mais empobrecidas da sociedade onde não se pode resignar de sua religião.
    Associar a violência à falta de erudição é uma falácia. A violência pode ser observada também entre pessoas com elevado nível de erudição. Ao é pq o homem é pobre e inculto que necessariamente tratará sua companheira qual lixo

    Se a gente observar estes fatores podemos concluir que a violência não é devida somente á religião mas também á pobreza.
    São inúmeros os fatores que contribuem para a violência, escolher dois deles e imputar somente a eles tais práticas é pura falácia. Todavia, a notícia da postagem refere-se ao fato de muitas mulheres cometerem suicídio para fugirem da pressão social naqueles países. Violência contra mulheres ocorrem no mundo todo (infelizmente), mas a incidência naqueles países é muito grane. O que tem a dizer sobre isso?

    Não há violência somente em países muçulmanos contra as mulheres, há também no brasil. O menos ruim no brasil é que não há a formalização deste tipo de tratamento sob a égide de livros santos como existe nos países muçulmanos embora como eu disse, nas populações mais pobres.

    1º Sobre os ‘livros santos’ => Conforme bem dito pelo André, no livro santo destes povos, não há nada que incite a violência contra a mulher “eterna mania de não seguirem os mandamentos do livro que querem esfregar na cara de todo mundo”. Leia mais:
    http://palavrassussurradas.wordpress.com/2007/12/06/violencia-contra-a-mulher/
    2º No Brasil => Ao contrário do quanto afirmado, no Brasil há sim a formalização da violência com base nos livros ‘santos’. Inúmeras são as passagens na Bíblia onde as mulheres são tratadas quais lixo. Existe até uma passagem (não lembro qual, posteriormente encontro e posto aqui) na qual se ensina que a mulher violentada sexualmente deve ser apedrejada.

    Se pudéssemos fazer um comparativo de violência entre mulheres de ambos os países, brasil e um país muçulmano, proporcionalmente à população dos dois países, o brasil pode ficar de longe como o país de maior violência.
    É muito perigoso fazer tal afirmativa sem um respaldo estatístico. Todavia, entendo que em todo o mundo os registros estatísticos da violência contra a mulher estão muito aquém da realidade, e isso decorre (em minha opinião pessoal) do fato de que tais violências ocorrem intra murus
    Paradoxalmente o brasil, país de cuja população é a mais católica do mundo e consequêntemente a mais crédula.
    A maior parte da população se diz católica (apesar de estar havendo um grande crescimento dos que se dizem evangélicos). Mas isso não significa que realmente creiam nas doutrinas católicas ou as sigam.
    No final do balanço, muito provavelmente temos um efeito quase idênticos com os países mais crédulos. Porém com uma vantagem pífia de que nossas leis são governadas pelos parâmetros de um estado laico.
    O laicismo brasileiro é uma utopia. Na prática, estamos nos encaminhando para uma ditadura religiosa.
    enquanto as populações mais educadas de outros países teocráticos nada podem fazer, a não ser cooperarem mutuamente para a harmonia que toda civilização exige.
    Harmonia em que sentido? Pelo que tenho visto, ou você segue as regras ou ‘já elvis’. As mulheres, especialmente, ficam num ‘mato sem cachorro’: os benefícios de uma vida em sociedade não são a elas estendidos.
    Resumo da ópera: Em muitos países árabes, à mulher restam duas saídas: a) se submetem aos caprichos masculinos (e à toda sorte de violência daí advindos) ou b) arranjam um modo de escapar destes lugares, mudando de residência. Eu é que não desejaria ter nascido em tais terras.

  23. Olá fátima, tudo bem?

    Não importa a profissão de fé da pessoa que pratica o ato violento. Pode ser mais acentuado em países teocráticos onde o fanatismo leva a absurdos em qualquer país mais civilizado. No brasil não fica muito diferente disto, onde a bíblia ou torá ou alcorão pode ser usada pra justificar qualquer ato danoso, criminoso ou que consideramos bom.
    Eu disse que o álcool é o principal motivo de violência. É um agente propulsor da violência que o indivíduo já carrega consigo. As principais vítimas são mortas por armas de fogo. Homens representam mais de 80% das vítimas de homicídio. As mulheres entre 19 e 28 anos são as principais vítimas de violência doméstica que inclui também o álcool. Dentro destas amostras, pode concluir que o álcool em todo tipo de violência é o fator gerador. Ótimo artigo abaixo pra você se quiser, baixar.

    http://www.saude.rs.gov.br/wsa/binary/down_sem/PRDownloadServlet?arquivo=1160146108560Violencia%20sexual%20-%20dados%20epidemiologicos.pdf

    A propósito, eu disse que são ínfimas a violência como mutilação genital ou infibulação e espancamento nas mulheres de população
    mais culta.
    “Principais países onde se pratica a mutilação genital feminina:
    Senegal, Egipto, Sudão, Etiópia, Siri Lanka, Somália, Malásia, Serra Leoa, Emirados Árabes Unidos, Índia, Yemen , Indonésia, Omã, Guiné-Bissau, Nigéria, Uganda, Quénia, Tanzânia, Togo, Mauritânia, Gana, Congo, Benim, Camarões, Costa do Marfim, Chade, Gâmbia, Libéria, Mali.”
    http://humanidadedesumana.blogs.sapo.pt/tag/infibulação

    Os países acima são países onde o IDH é baixíssimo. (O IDH também mede o nivel educacional de um país)

    O país laico sendo utopia ou não, não se pode esquecer que alguma coisa foi feita pelos direitos de igualdade entre os sexos. Embora seja um consenso entre os especialistas de que o código penal precisa mudar, já se fez alguma coisa. Ainda o estupro é considerado diferente de atentado violento ao pudor. O estupro é definido como penetração forçado do pênis na vagina e a condenação é um pouco maior do que atentado violento ao pudor ou seja, se a mulher for penetrada forçadamente pelo ânus a condenação é de dois a sete anos. O que isso tem a ver com o estado laico? Bem, se estivéssemos num estado teocrático a mulher sendo posse do homem este homem poderia fazer o que quisesse desta mulher. Mas por nossas leis, houve modificação institucional. Tanto o atentado violento ao pudor quanto o estupro são considerados crimes hediondos que dizer: Inafiançável e se cumpre dentro da prisão. Mas em nossa sociedade o patriarcado ainda é um fato uma vez que as mulheres vítimas da violência por seus cônjuges não denunciam por estarem dependentes dele. Daí o medo por ter sua vida ameaçada, ser posta para rua etc.

    Não fui simplista por que não desconsiderei o histórico da suposta superioridade masculina frente à mulher. Isto acontece desde antes de nossa era. Platão já dizia que há um mundo perfeito que se encontra somente nas idéias, o mundo perfeito proveniente da razão e a mulher como era considerado um ser puramente emotivo, não poderia ser detentora da razão. Vários pensadores já consideravam a mulher como um ser inferior pois era subjetiva. O homem, objetivo, racional e idealista enquanto a mulher continha o corpo, a metáfora, a tradição oral, o volúvel. Era ela somente a poesia enquanto o homem o argumento literário e o conhecimento. Assim Aristóteles também pensava. Vários deuses gregos simbolizam a luz, a razão a força e a guerra. Muitas deusas eram a fertilidade e o amor. As mulheres por séculos eram consideradas almas inferiores e possuidoras do erotismo que desvirtuava os homens para os chamados sentimentos mais nobres. Culpar as modernas religiões unicamente pelo tratamento dado às mulheres ao longo de milênios, em meu ponto de vista não é tão procedente. A religião é um subproduto de culturas bem mais antigas que as originaram e foram os livros sagrados reescritos por conveniências das mudanças culturais e da mentalidade de uma determinada época. Isto não é novo.

  24. Olá Kafka, tudo bem comigo, obrigada por perguntar. Espero que esteja tudo bem contigo também.

    Em primeiro lugar, queria parabenizá-lo pela resposta. Percebe-se que vc é inteligente e equilibrado, coisa rara nos comentários que tenho observado neste blog.

    Eis a resposta:

    Não importa a profissão de fé da pessoa que pratica o ato violento. Pode ser mais acentuado em países teocráticos onde o fanatismo leva a absurdos em qualquer país mais civilizado. No brasil não fica muito diferente disto, onde a bíblia ou torá ou alcorão pode ser usada pra justificar qualquer ato danoso, criminoso ou que consideramos bom.

    Está certo. Comportamentos violentos não necessariamente são causados por conceitos religiosos. Em muitos casos, porém, certos dogmas são utilizados como justificativa a tais comportamentos.

    Eu disse que o álcool é o principal motivo de violência. É um agente propulsor da violência que o indivíduo já carrega consigo. As principais vítimas são mortas por armas de fogo. Homens representam mais de 80% das vítimas de homicídio. As mulheres entre 19 e 28 anos são as principais vítimas de violência doméstica que inclui também o álcool. Dentro destas amostras, pode concluir que o álcool em todo tipo de violência é o fator gerador. Ótimo artigo abaixo pra você se quiser, baixar.

    O álcool, como qualquer psicotrópico, é um agente propulsor da violência. Mas o que eu disse é que NO CASO ESPECÍFICO da violência contra a mulher, a principal causa apontada (por quem estudou o assunto a fundo) não é o abuso/uso de tais psicotrópicos, mas decorre de um conceito de ‘propriedade’ que os agentes (indiciados) acabam tendo com relação às suas companheiras.

    Ah, obrigada pelo link, acessá-lo-ei. 🙂

    A propósito, eu disse que são ínfimas a violência como mutilação genital ou infibulação e espancamento nas mulheres de população mais culta.

    Obrigada pela lista (de países onde se pratica a mutilação feminina), mas o que eu pedi foram as fontes de onde você tirou a informação (de que “são ínfimas a violência como mutilação genital ou infibulação e espancamento nas mulheres de população
    mais culta”).

    Os países acima são países onde o IDH é baixíssimo. (O IDH também mede o nivel educacional de um país)

    Correto. Mas continuo afirmando que imputar exclusivamente à pobreza ou à falta de erudição a violência contra a mulher é uma falácia.

    Todavia compreendo que dada à natureza do delito (que ocorre, como já disse, intra murus ) os dados estatísticos sempre estão muito aquém da realidade.

    O país laico sendo utopia ou não, não se pode esquecer que alguma coisa foi feita pelos direitos de igualdade entre os sexos. Embora seja um consenso entre os especialistas de que o código penal precisa mudar, já se fez alguma coisa. Ainda o estupro é considerado diferente de atentado violento ao pudor. O estupro é definido como penetração forçado do pênis na vagina e a condenação é um pouco maior do que atentado violento ao pudor ou seja, se a mulher for penetrada forçadamente pelo ânus a condenação é de dois a sete anos. O que isso tem a ver com o estado laico? Bem, se estivéssemos num estado teocrático a mulher sendo posse do homem este homem poderia fazer o que quisesse desta mulher. Mas por nossas leis, houve modificação institucional. Tanto o atentado violento ao pudor quanto o estupro são considerados crimes hediondos que dizer: Inafiançável e se cumpre dentro da prisão. Mas em nossa sociedade o patriarcado ainda é um fato uma vez que as mulheres vítimas da violência por seus cônjuges não denunciam por estarem dependentes dele. Daí o medo por ter sua vida ameaçada, ser posta para rua etc.


    1º – As figuras típicas de estupro e atentado violento ao pudor são distintas não só em face da natureza do delito (conduta típica), mas também de seu agente. No estupro o agente ativo é necessariamente um homem, e o passivo, uma mulher; enquanto que no atentado violento ao pudor, qualquer um (homem ou mulher) pode ser agente passivo/ativo. Além disso, infere-se da lei (art.214 CP) que o atentado é qualquer ato (diverso da conjunção carnal) que vise a satisfação da lascívia.

    2º – Quanto à tais crimes sendo considerados hediondos, não há consenso na interpretação da nova Lei 8930/94, como deve ser de seu conhecimento.

    3º – Quanto à associação do (suposto) laicismo do Estado com o tratamento dispensado às mulheres, as influências religiosas no modo que o homem trata a mulher são refletidas também em nossas Cortes.

    a) É possível, por exemplo, que o homem anule um casamento por falta de sexo: http://conjur.estadao.com.br/static/text/51286,1

    b) Por ser o sexo considerado ainda uma ‘obrigação’ do contrato de casamento, n‘alguns casos, o homem obrigar a esposa ao sexo não é considerado estupro: http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp?id=95

    4º – Sobre o ‘patriarcado’ que mencionastes: é exatamente este o enfoque que eu quis dar à questão. O que é uma sociedade Patriarcal senão uma sociedade em que o elemento masculino é mais valorizado que o feminino; o que é uma Matriarcal senão o inverso?. Por certo agora concordarás comigo que a ‘Sociedade Patriarcal’ em muito existe (não em tudo) se deve à dogmas religiosos, pois não?

    Não fui simplista por que não desconsiderei o histórico da suposta superioridade masculina frente à mulher. Isto acontece desde antes de nossa era. Platão já dizia que há um mundo perfeito que se encontra somente nas idéias, o mundo perfeito proveniente da razão e a mulher como era considerado um ser puramente emotivo, não poderia ser detentora da razão. Vários pensadores já consideravam a mulher como um ser inferior pois era subjetiva. O homem, objetivo, racional e idealista enquanto a mulher continha o corpo, a metáfora, a tradição oral, o volúvel. Era ela somente a poesia enquanto o homem o argumento literário e o conhecimento. Assim Aristóteles também pensava. Vários deuses gregos simbolizam a luz, a razão a força e a guerra. Muitas deusas eram a fertilidade e o amor. As mulheres por séculos eram consideradas almas inferiores e possuidoras do erotismo que desvirtuava os homens para os chamados sentimentos mais nobres. Culpar as modernas religiões unicamente pelo tratamento dado às mulheres ao longo de milênios, em meu ponto de vista não é tão procedente. A religião é um subproduto de culturas bem mais antigas que as originaram e foram os livros sagrados reescritos por conveniências das mudanças culturais e da mentalidade de uma determinada época. Isto não é novo.

    O histórico é de meu conhecimento. Ocorre que os dogmas religiosos das ‘modernas religiões’ (como as nomeastes), escritos para determinadas épocas e sociedades, até hoje são impostos como se fossem bons para a Sociedade atual.

    Não sei se estou sendo clara. Vejamos: Entendo que aqueles códigos morais, ensinos, et e al poderiam ser próprios para os povos daquela época. Todavia, ainda tentam impor tais textos, imputados como sagrados, à toda a Sociedade atual, esforçam-se para isso. A exemplo cito os lobbys que fazem nos Congressos para impedir a votação/aprovação de leis que são contrárias a tais dogmas (ignorando as necessidades modernas da Sociedade).

    É aí que entendo estar a raiz do problema.
    Tenho amigas que são religiosas e ainda hoje elas são ensinadas nos templos que freqüentam, que estão abaixo dos maridos.

    Até aí tudo bem, são elas livres para o que quiserem fazer (até para se agrilhoarem). Mas num contexto social, num caso específico de um marido violento, no quê tais conceitos seriam úteis à tais mulheres?

    De qualquer forma, agradeço sua atenção. Não necessariamente temos de ter opiniões convergentes, entendo que a dialética é muito importante.

    Para mim você deixou claro que é contra qualquer tipo de violência (enfoque principal da questão do tópico), divergimos somente no que se refere à(s) causa(s) de tais comportamentos (violentos). Abraços. 🙂

  25. beduino
    voce ler melhor a historia para voce saber quem foram os mestres em fisica e matematica

  26. nunca vi mulher feliz em país arabe. pelo menos nao no que eu morei, o egito. morei la por um ano, e sendo o pais mais “cosmopolita”e “ocidentalizado”do mundo arabe, fiquei pensando como devem ser os outros. era um monte de homem folgado querendo falar mal dos ocidentais que dao direitos às mulheres. e as mulheres um monte de portas. e nao me venham dizer que todas tem graduacao pois nao é isso que faz alguem ter inteligencia. na hora que os maridos e pais falam, eles podem fazer ate o haraam (ilicito), e elas calam a boca. E nao conheci um ou dois egipcios nao. conheci varios. todos muculmanos.

    nao adianta ficarem falando de aureos tempos do imperio islamico com historia, quimica e matematica. a sociedade islamica hoje é sim problematica e os maiores problemas vem de dentro dela, e nao dos estados unidos e israel. como diz o proprio alcorao para os muculmanos, se estão atentos”Deus deu condicoes a um povo, e nao vai muda-las ate esse povo mudar o seu intimo”. Essa mensagem nao poderia caber melhor à situacao dos paises arabes de maioria islamica nos dias de hoje.

    Tambem nao esquecam dos hadiths muculmanos em que ha a profecia de chegar um dia em que as mesquitas estarao repletas da pior estirpe da sociedade, e de todo o mal vir do povo que se diz muculmano, e tambem voltar a ele.

    E eu sei do que estou falando.

  27. Me desculpem meu comentário ignorante,talvez ele até mesmo venha a ser deletado mas se a questão é cultural,então se eu pertencesse a uma cultura onde fosse correto torturar e esquartejar e devorar pessoas ninguém poderia meter o dedo certo,?mesmo que houvesse pessoas sofrendo por causa dessa cultura estranha.Me dói muito saber que há pessoas sofrendo porque vivem em culturas meio “ultrapassadas“ ainda dos tempos que era engraçado e divertido ver uma cabeça humana espetada numa lança…uma coisa é verdade o ser humano é asqueroso,me desculpem falar isso mas é que tem coisas que revoltam

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