Uma verdade inconveniente sobre o aquecimento global

aquecimentoglobal.jpgImagine viver num mundo onde ninguém pudesse pensar ou agir de forma independente. Onde somente respostas pré-aprovadas fossem aceitáveis. Onde quebrar estas normas e manter pensamentos proibidos resultassem em terríveis castigos ou mesmo a própria eliminação dos infratores.

Aparentemente, este é o tipo de mundo desejado pelos alarmistas (Chicken Littles*) do aquecimento global. Parece mesmo que eles estão preparados para fazer tudo que seja necessário para alcançá-lo. Senão, como explicar a ultrajante carta endereçada à ExxonMobile, em 27 de outubro de 2006, por dois senadores norte americanos, Olympia Snowe (R-MA) e Jay Rockefeller (D-WV)?

A carta ridiculariza a Exxon pela ajuda financeira aos “negadores” do aquecimento global. Diz ela: “Nós estamos convencidos de que o suporte da ExxonMobile a um pequeno grupo de “céticos” em relação às mudanças climáticas globais, combinado com o acesso e influência desse mesmo grupo junto às autoridades políticas e governamentais, tem tornado cada dia mais difícil a tarefa da diplomacia dos Estados Unidos para demonstrar a clareza moral deste país perante o resto do mundo”.

A missiva prossegue, dizendo: “ExxonMobile e seus sócios na “negação” fabricam controvérsia, espalham dúvidas e impedem o progresso com estratégias similares àquelas utilizadas pela indústria do tabaco por tantos anos”. A menção à indústria do tabaco não é uma analogia gratuita. É, na verdade, uma ameaça de que a Exxon poderá enfrentar o mesmo ataque massivo por parte do governo, se não concordar em jogar o jogo deles. Severa taxação sobre lucros e aumento de regulamentações são somente duas das armas no vasto arsenal dos políticos.

A carta conclui, dizendo: “Nós recomendamos que a ExxonMobile publicamente reconheça a realidade das mudanças climáticas e o papel dos seres humanos na sua causa e/ou incremento. Segundo, a Exxon deve repudiar as campanhas de “negação” das mudanças climáticas”.

Por mais inacreditável que esta carta possa ser aos olhos de constitucionalistas e livre-pensadores, devemos parar e raciocinar sobre este “novo pensamento” que vem sendo lentamente introduzido, por falsários, em nossa sociedade. Em agosto p.p., eu descrevi a essência da lei deste novo pensamento, que denominei “verdade globalmente aceitável”. Essa “verdade” não é somente um exercício intelectual, uma “torre de marfim”. Aqueles que a praticam estão convictos de que o único caminho para alcançarmos a sociedade perfeita é se todos pensarem e agirem em uníssono. Os que inadvertidamente quebram as regras e ousam pensar por si próprios, ou agem contrariamente ao “consenso”, estão simplesmente causando a destruição dos seus bem assentados planos.

Como eu descrevi em agosto, esta idéia inacreditável não é somente um delírio tolo de poucos lunáticos. Ela vem sendo aceita como um fator distintivo na discussão da maioria dos temas políticos, seja quando emanam do Congresso ou quando são papagueadas pela mídia. A origem deste “novo pensamento” parece estar num tal “Instituto Éden”, que opera em Nova York, em estreita parceria com a ONU.

A gênese do uso oficial dessas “verdades globalmente aceitáveis” está descrita numa carta dirigida ao Éden Institute, assinada por Robert Miller, Assistente do Secretário Geral das Nações Unidas. Ele escreve: “Refiro-me à necessidade de estabelecermos um corpo de objetivos, informações globalmente aceitáveis, que sirvam como alicerce para a educação global. Sua fórmula (o “Projeto Éden”) para identificar os dados objetivos universalmente aceitáveis é verdadeiramente única. Ele encontra a sua distinção estabelecendo um padrão global para as pesquisas”. Traduzindo: Nós decidimos o que é verdade e todas as novas informações ou descobertas científicas serão avaliadas a partir da sua consistência ou não com as “verdades globalmente aceitáveis”.

A última vez em que o ser humano foi amarrado a esta camisa de força mental foi durante a Inquisição, na Idade Média. O período foi também chamado de Idade das Trevas porque foi uma era de ignorância, superstição, repressão e caos social.

Para a nova religião do aquecimento global, os modernos hereges são todos aqueles que ousam questionar se os fatos científicos suportam ou não o iminente cataclismo, anunciado diariamente pelas manchetes dos jornais, que por sua vez ecoam os press-releases de grupos ambientalistas. De fato, não há melhor exemplo para a prática da “verdade globalmente aceitável” do que o aquecimento global.

A carta à ExxonMobile não é o único exemplo das medonhas táticas que vêm sendo utilizadas para desencorajar e sufocar o debate sobre este tema. Recentemente, o procurador geral do estado da Califórnia abriu um processo contra os três maiores fabricantes de automóveis, sob a alegação de cumplicidade na geração e emissão de CO². Como provas para a instrução do processo, o procurador pediu cópias de toda a correspondência entre as montadoras e os ditos “céticos” das mudanças climáticas. Mensagem das entrelinhas: – vocês não devem nem mesmo conversar com essa gente! Definitivamente, 2006 foi o ano em que vimos a “Igreja do Aquecimento Global” chegar perto do pânico, ao menor sinal de comportamento herético.

É absolutamente incrível assistir a tal pânico, considerando que o mantra do aquecimento global é quase universal. Existem mais de 12.000 grupos ambientalistas nos EUA, controlando mais de 20 bilhões de dólares em ativos, todos unidos na pregação do “evangelho” das mudanças climáticas. Dentre as grandes “holdings” do ambientalismo, várias delas recebem verbas federais para “estudos” e “relatórios” sobre as suas mais recentes descobertas. Mais e mais verbas, estimadas em bilhões de dólares, são encaminhadas a cada ano para outros milhares de cientistas, ávidos por aderir à nova Igreja e ajudar a solidificar o mantra através de suas pesquisas.

Somada a este substancial poder de fogo está uma mídia condescendente, que oferece capas e capas de revistas com fotos de gelo derretido, além da indústria cinematográfica e televisiva que não perde uma só oportunidade de fazer referência ao assunto. O próprio documentário de Al Gore esteve nos cinemas do país por meses e o ex vice-presidente é convidado para os talk-shows quase toda semana.

A mensagem catastrófica do aquecimento global está literalmente em toda parte. Ela doutrina nossas crianças nas escolas. Circula livremente nas mensagens publicitárias das empresas – criadas especialmente para mostrar a sua “responsabilidade social corporativa” e vender os seus produtos “ambientalmente responsáveis” (cuja pesquisa e desenvolvimento é provavelmente financiada por dinheiro proveniente dos impostos). Muitas estrelas de Hollywood e líderes políticos internacionais já endossaram o mantra da Igreja Universal do Aquecimento Global. Bilhões e bilhões de dólares vêm sendo gastos para, literalmente, influenciar cada esquina do mundo a aceitar a sua teoria como um fato.

Resistindo a esse furioso ataque, há um pequeno e dedicado grupo de cientistas, líderes políticos e gente comum atrás da verdade. Seus ativos estão na casa dos poucos milhões de dólares – uma gota no oceano se comparado ao baú da Igreja Universal das Mudanças Climáticas. Esses não têm a atenção da mídia. Não têm habilidade para conseguir subvenções. Hollywood certamente não está produzindo filmes para promover o ponto de vista dos “céticos”…

Então, em vista desse inacreditável poder de fogo, cobrindo virtualmente todas as possíveis áreas de escape, seria o caso de fazer a pergunta lógica: por que a “Igreja” estaria tão assustada com uns poucos grupos de renegados? O fato é que os “céticos” estão obtendo vitórias no debate, simplesmente porque estão do lado da verdade. A doutrina da Igreja do Aquecimento Global está errada!

Como escreveu George Orwell: “em tempos de fraude, dizer a verdade é um ato revolucionário”. E nesta revolução pela verdade, não há um herói maior que o senador James Inhofe (R-OK), presidente do Comitê do Senado para assuntos do meio-ambiente. Este homem tem demonstrado o poder que a honestidade de um indivíduo pode exercer.

No início deste ano (2006), o senador Inhofe fez dois pronunciamentos explosivos, nos quais atacou e expôs as pretensões infundadas e as táticas alarmistas empregadas pela Igreja Universal do Aquecimento Global. Esses dois discursos não têm precedente em décadas de debate sobre mudanças climáticas. Seus efeitos foram como o de um estopim. Quase que imediatamente, alguns cientistas começaram a sair de seus esconderijos para alistar-se ao lado do senador.

Em 6 de dezembro, tão logo a carta da ExxonMobile começou a circular pela Internet, Inhofe discursou no Capitólio, desmascarando a “mídia alarmista”. Disse ele: “No lugar de focar na verdadeira ciência do aquecimento global, a mídia tem, ao contrário, advogado pela ajuda ao alarmismo cientificamente infundado”. Seus ataques já forçaram o programa jornalístico 60 Minutes, a CNN e outros maiorais da mídia a, pelo menos, consultar os pontos de vista “céticos”. Mais importante ainda: os esforços do senador têm deixado a “galera” do aquecimento global perto de um ataque de nervos.

É importante notar que o grupo dos assim chamados “céticos” inclui, dentre outros, o Dr. Daniel Schrag, de Harvard; Claude Allegre, um dos mais condecorados geofísicos franceses; Dr. Richard Lindzen, professor de ciências atmosféricas do MIT; Dr. Patrick Michaels da Universidade de Virginia: Dr. Fred Singer; Professor Bob Carter, geologista da James Cook University, Austrália; 85 cientistas e especialistas em climatologia, que assinaram a declaração de Leipzeg, a qual denominou os drásticos controles climáticos de “advertências doentes, sem o devido suporte científico”; 17.000 cientistas e líderes envolvidos em estudos climáticos, que assinaram a petição do Oregon Institute de ciências e medicina, cujo texto afirma a falta de evidência científica comprovando que os gases estufa causam o aquecimento global; e 4.000 cientistas e outros líderes ao redor do mundo, incluindo 70 ganhadores do Prêmio Nobel, que assinaram a Petição de Heidelberg, na qual se referem às teorias do aquecimento global relacionadas aos gases estufa como “teorias científicas altamente duvidosas”.

Estes são alguns dos mais qualificados “céticos”, minimizados por gente como Jay Rockefeller, Olympia Snowe e Al Gore, e a quem, de acordo com a Igreja do Aquecimento Global, não deve ser dado voz nesse assunto.

Há uma montanha de mentiras cercando o mantra do aquecimento global. A maior delas defende que existe “consenso”, entre cientistas, de que o aquecimento da terra, causado por ações humanas, é um fato. Não há tal consenso. A razão exige que nós escutemos os céticos [antes que eles sejam queimados pelos bárbaros no cadafalso da estupidez].

(*) Personagem de fábula infantil que foi atingido na cabeça por uma amêndoa e acreditou que o céu estava desabando.


Fonte: Mídia Sem Máscara

Publicado por capmag.com com o título Uma verdade inconveniente sobre o aquecimento global: os “céticos” têm argumentos válidos.

Tradução: João Luiz Mauad

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10 Respostas

  1. De fato, incrível.

    Eu tenho a opinião de que, ainda que o aquecimento global não seja verdade, seria bom se deixássemos de sujar o mundo – se não por pragmatismo científico e de sobrevivência, por outro tipo de razão pragmática. Creio que, afinal, são poucas as pessoas que gostam de viver na sujeira que o mundo está se tornando.

  2. Concordo com o Rev. Peterson Cekemp.
    Embora o aquecimento global possa ou não ser real, penso que devemos deixar de poluir o nosso planeta.
    O lixo jogado em lugares errados prejudica até nós mesmos, além da fauna e flora local.
    Penso nas novas tecnologias que surgem por causa desse alarmismo criado pela midia, estamos criando novas maquinas com novos combustiveis.
    Tambem concordo quando o artigo compara a nossa realidade com a da Idade das Trevas.
    Não podemos deixar de ser céticos.

  3. Chegar a coisas boas através da mentira e do dogmatismo é exatamente o que a igreja faz a milênios. E é errado. Não podemos ser bons e concientes apenas pela excelência de ser?

  4. Concordo em gênero, número e degrau 😉

  5. […] outro lado, se o aquecimento global não for essa verdade incontestável como se apresenta, seu triunfo é um triunfo analogamente militarístico, porque é um paradigma […]

  6. Aquecimento global é real sim! e está passando da hora de termos uma titude e revertermos essa situação.
    Em relação a “verdade inconveniente” : é um bom estudo, uma boa campanha e um bom filme, que vale a pena e deve ser visto.

  7. Creio que o autor da carta se equivocou um pouco sobre o tema.

    O que é aquecimento global?
    É o aumento de temperatura global da Terra, em TODO O GLOBO.

    Veja bem, NINGUEM está discutindo o aumento da temperatura do globo por que isto é indiscutível, incluindo os cientistas que você citou.

    O problema é o que causou isto?

    Temos duas correntes:

    a) Foi o ser humano devido a liberação de CO2 e outros gases provocando o aumento do efeito estufa.

    b) O aumento é devido a uma variação de temperatura natural da Terra que já foi observada anteriormente. Efeitos climáticos complexos mais a posição da Terra em relação ao Sol é que seriam os principais causadores deste efeito.
    — Outro argumento que os “céticos” usavam é que a própria humanidade estava a um ritmo cada vez maior criando tecnologias que não só amenizariam como reverteriam o problema dos gases.

    —O grupo dos “céticos” estão estudando a corrente b) mas o aquecimento em si é indiscutível.

    Problema:

    Segundo algumas medidas a variação de temperatura que a Terra está sofrendo hoje é maior que qualquer variação que já houve na Terra antes. O que derrubaria o principal argumento dos “céticos”.
    Os céticos antes tinham um forte argumento a seu favor, o ritmo de emissões estava decaindo. Contudo, com o advento do novo boom industrial da China e em menor escala da India o ritmo voltou a subir. Além disto com as novas descobertas de petróleo, algumas pessoas acreditam que a era do petróleo nã se acabará por volta de 2050 como muitos acreditavam.

    —– Apenas um último ponto que eu quero deixar claro, e Efeito estufa é indiscutível, alias ele é que foi responsável pelo surgimento da vida na Terra regulando o calor que ela perde pro espaço com o que ela ganha de calor com o Sol.

    espero ter ajudado

  8. Sou tão contra a emissão de gases poluentes na atmosfera que sou a favor de que todos neguem os seu veículos automotores particulares e passem a utilizar o transporte coletivo e a bicicleta. Não que eu tenha que acreditar em todo esse alarme. Creio que exista muita gente no poder interessada em deixar toda a população do planeta desesperada, clamando por uma solução. É fato que muitas crianças estão psicologicamente perturbadas, e temo pelos líderes que elas serão capazes de eleger.

  9. É bem possível que haja um movimento arbitrário em relação ao aquecimento global. É bem possível também que existam pessoas querendo se beneficiar disso, ser os novos donos do poder do mundo… do seu controle. Mas como outros disseram aqui a poluição (antes do aquecimento) é uma realidade. Como disseram as cidades e ambientes “sujos” já é lamentável por sí só. E o pior independente se mudaremos nosso modelo de viver ou não, o fato é que já pagamos caro por tudo que está ai. Eu vejo um grupo de pessoas defendendo o lado dos ditos “céticos”, mas embora ainda não tenha visto um argumento realmente convicente deste grupo, tb não os vejo dissertando sobre esta real questão. Pra mim pouco importa no momento se somos ou não donos da culpa do problema macro, pois a questão é que a minha cidade esta povoado de carros, atropelando o espaço da gente, povoado de lixo, gerado por este modelo também autoritário, arbitrário e ditador (o capitalismo).
    Acho até meio ridiculo o tom deste artigo, como se fosse um grande espanto este tipo de situação estar ocorrendo quando fala das imposições ditas pelos senadores. De fato é um crime à nossa liberdade de escolha. Mas o que me “imputesse” é que vivemos a muitas gerações vendo o nosso modelo indústrial e megalomaniaco nos empondo modelos, nos escravizando uniformizados, nos dizendo o que fazer e o que não fazer. Então não vejo diferença e tanto espanto nisso.

    Se de fato há um jogo maquiavélico pelo “novo poder” por parte de um grupo, devemos lutar para que isso não ocorra. Neste sentido julgo pertinente uma posição sempre cética sobre o que nos tentam vender como verdades incontestáveis. Mas tb é incontestável que o homem tem depositado seu “lixo” social indiscriminadamente sem se preocupar com o direito das espécies, de minorias etnicas, das pessoas comuns, dos trabalhadores.

    Isso sim é fato. E a ao meu ver incontestável.

  10. Sou a favor da liberdade de opinião e conhecimento e até do ceticismo, mas negar a ação destrutiva do homem pós era industrial é de uma cegueira atroz e sim, só pode interessar a empresas poluentes como a ExxonMobile e similares.

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