Estudos Ecológicos de Duas Espécies

A Teoria da Evolução é aplicada de forma cabal ao criacionismo, como podemos ver pelos exemplos abaixo:

Há duas espécies na Terra.

– Homo evolucionistis

– Homo criacionistis

Ambas lutam pelo predomínio pela biota, cada qual em seu nicho ecológico.

Antigamente, o Homo criacionistis predominava em sua biota, alimentando-se da Bíblia. Mas a Seleção Natural, valendo-se de seus genes, fez surgir o Homo evolucionistis. Este encontrou o seu nicho ecológico, que é o Conhecimento e Ciência, pouco explorado pela outra espécie.

Em pouco tempo, a espécie H. evolucionistis cresceu em população e conquistou novos habitats, criando uma verdadeira ameaça à antiga espécie H. criacionistis.

Esta, pressionada por novos fatores ambientais, sendo que a sua alimentação estava reduzida à Bíblia, e à presença de um novo competidor no habitat, reduziu-se em tamanho populacional e perdeu espaço.

Diante da extinção, foi forcada em se diferenciar em diversas subespécies, entre as quais se destacam:

H. criacionistis cristianus

H. criacionistis evangelicus

H. criacionistis adventistis

H. criacionistis batistis

Porem, devido aos genes e pela forma da digestão de seu alimento, estas subespécies não se cruzam entre si, criando um isolamento reprodutivo (a biogeografia explica isso) cada qual com o seu genótipo próprio.

Também tem o problema da eficiência alimentar na espécie H. criacionistis, em que ao se alimentarem da Bíblia, o sistema digestivo só pode absorver alguns versículos, para servir de nutrientes que o sustentem, e todo o resto e excretado (excrementos e coprólitos). Cada subespécie de H. criacionistis, só pode se ocupar de alguns tipos diferentes de Bíblias, cada qual servindo para cada subespécie. Os metabólitos gerados nesse processo de digestão, em algumas vezes, possuem efeitos neurotóxicos em diversos indivíduos dessa espécie, capacitando-a para a predação (entre si e com as outras subespécies) em um processo de aniquilamento. Este fenômeno é conhecido pelos seguintes nomes:

– Fanatismo em diversos graus

– Conversão Impositiva

– Literalismo e Interpretação

– Guerras Santas

– Alegação de Verdade Absoluta

No caso do H. evolucionistis, o processo de digestão é bem eficiente, absorvendo a Ciência e Conhecimento, sendo que a espécie esta dividida em vários subgrupos, que lhe permitem absorver determinados tipos de nutrientes (Historia, Geografia, Física, Química, Biologia, Magnetismo, Eletricidade, Mecânica Quântica, Astronomia, Cosmologia, Antropologia, Sociologia, etc.), e ainda por cima são adaptados para absorverem outros nutrientes, e os subgrupos interagem entre si, criando uma complexa teia de interdependência.

Em alguns casos, indivíduos da espécie H. criacionistis, vivem uma relação ecológica com o H. evolucionistis, chamada de Parasitismo (Relação Desarmônica), no qual se aproveitam dos benefícios da Ciência e Conhecimento para proveito próprio, com prejuízo para o H. evolucionistis.

Em outros, há também as seguintes relações de Comensalismo e Inquilinismo, no qual os indivíduos H. criacionistis, se aproveitam dos benefícios gerados pelo H. evolucionistis.

O H. evolucionistis, em seu predomínio da biota em que vive, modificou o ambiente, trazendo diversas mudanças que resultam no beneficio para a própria espécie, embora acarrete sérios prejuízos para o H. criacionistis, que resistem a estas mudanças ambientais no qual atingiu um grau que compromete a sobrevivência a longo prazo das populações remanescentes.

Novas estratégias de sobrevivência foram tentadas pela espécie H. criacionistis, entre as quais se destacam, fora os já mencionados:

– Destruição da Ciência e Conhecimento

– Mimetismo

– Parasitismo

– Novos hábitos alimentares

Nisso, essas espécies se agrupam nas seguintes categorias:

– Criacionismo Religioso Puro

– Criacionismo Intermediário

– Criacionismo Cientifico

Devido à pressão seletiva da Evolução, as duas primeiras categorias encontram-se à beira da extinção diante do H. evolucionistis, que atualmente predomina na biota.

Somente em poucos nichos ecológicos podemos encontrar as espécies, adotando a estratégia do Design Inteligente, como uma forma de mimetismo para sobreviver.

Esta estratégia de sobrevivência da espécie H. criacionistis tem possibilitado, ainda que de forma rudimentar, digerir o alimento da espécie H. evolucionistis, e tentar ocupar novos nichos ecológicos.

Mas devido à sua carga genética, que impossibilita o cruzamento genético entre ambas as espécies, reduz as chances de sobrevivência a longo prazo do H. criacionistis.

Pela Seleção Natural, e pela Evolução do H. evolucionistis, com conseqüente predomínio da biota, a espécie H. criacionistis está fadada à extinção.

No futuro, os fósseis de H. criacionistis serão estudados e farão parte do Conhecimento e Ciência, servindo para explicar que as espécies que não se adaptam ao meio, encontram a sua extinção de modo inexorável.

Espécies extintas não ressuscitam. No caso especifico do H. criacionistis, não há o Efeito Lázaro (citado nos estudos de Paleontologia).

Atualmente, na Escala de Tempo Geológico, estas espécies encontram-se na passagem das Eras Bibliozóica-Cientifizóica.

Isso é Evolução.

Escrito por Rafael.

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2 Respostas

  1. Uau, que texto!
    Certamente Darwin concordaria com essa descrição da evolução. Na verdade, esse estudo poderia ser um adendo à sua “Origem das Espécies”!
    Muito bom!

    Abraços,

    Simone Maia

  2. Muito bom mesmo, não hà nada que uma visita neste blog em um dia stressante no trabalho não faça!

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