Criando o hábito de economizar

Por Gustavo Scarpinella

O Brasil é um país tão imenso e tão rico em recursos naturais que achamos que tudo pode ser gasto, usado, que tudo é para sempre. Mas não é verdade. Não só o Brasil como o mundo, já mostram há algum tempo sinais visíveis de cansaço, de escassez de seus recursos.

Entende-se por recursos naturais todas as riquezas materiais que se encontram na natureza e que são aproveitadas pelo homem para gerar algum conforto: água dos rios, madeira das florestas, reservas minerais, petróleo, gás natural, entre outros. Alguns recursos como o petróleo, carvão mineral e gás natural levam muito tempo (no mínimo alguns milhões de anos) para se formarem, por isso são chamados de recursos naturais não-renováveis. Outros, como a madeira e a água, são recursos naturais renováveis, já que seu ciclo de produção/renovação é curto.

Tanto os recursos naturais renováveis como os não-renováveis são usados de alguma maneira pelo homem para garantir conforto em seu dia-a-dia. O combustível que move os carros, a energia elétrica que nos deixa assistir a televisão, a pizza que comemos com os amigos, o plástico que usamos para carregar as compras, a água que bebemos, tomamos banho e que lavamos nossas roupas, tudo… tudo que usamos foi direta ou indiretamente retirado da natureza.

Saber dar valor a esses recursos é garantir um pouco o nosso futuro. E para garanti-lo, precisamos saber economizá-los. E isto acontece nas pequenas coisas, em atividades tão habituais que não nos damos conta. Vamos tratar da água, por exemplo. A Terra é chamada por muitos de planeta Água, isto porque ¾ de toda a superfície do planeta é coberta por ela. Só que de toda a água existente no planeta, 97,5% está em mares e oceanos. Ou seja, é água salgada. Não podemos usá-la para beber, tomar banho, cozinhar alimentos, etc. O restante, 2,5%, é de água doce, sendo encontrada em geleiras e aqüíferos (2,493%) e rios, lagos e atmosfera (0,007%).

Portanto, de toda a água do planeta em que vivemos, apenas 2,5% está disponível para o nosso consumo. Imagine agora que a água que você usa para tomar banho, lavar roupa, dar descarga ou lavar a calçada da rua, vai em sua maior parte para os rios. Uma parte muito pequena é submetida a tratamento, o que chamamos de saneamento básico. Além disso, as vias sujas com objetos e materiais dispensados pelo homem são lavadas pela água da chuva que carrega todo esse material para o rio mais próximo.

Tomar banhos com menor duração ou escovar os dentes com a torneira fechada podem ser atos de grande contribuição ao meio ambiente. Considerando-se um chuveiro com vazão média de 15 litros/minuto e uma pessoa que toma um banho de 20 minutos, tem-se o gasto de 300 litros de água. Bastante, não? Se esta mesma pessoa tomar um banho com uma duração da metade do tempo, ou seja, 10 minutos e fechar a torneira enquanto se ensaboa (vamos considerar 3 minutos) ela terá economizado aproximadamente 200 litros de água. Mais um exemplo: Vamos considerar que a vazão média de uma torneira seja de 10 litros/minuto. Vamos supor ainda que uma pessoa escove os dentes, com a torneira aberta, por 1 minuto. Ela terá gasto 10 litros no final desta operação, sendo que é possível escovar os dentes usando o volume de apenas 1 copo d‘água. Isto significa que com uma simples mudança de hábito esta pessoa pode ser 30 vezes mais eficiente.

Outros muitos exemplos de respeito ao meio ambiente, economia de nossos recursos e, conseqüentemente, de energia podem ser dados: uso de transporte coletivo ao invés de individual, desligar a luz do ambiente onde você não esteja, baixar o fogo quando levantar fervura do alimento, entre outros.

O governo tem programas que contribuem para economia de energia e propagam noções básicas para conscientização da população. É o caso do Procel – Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica – um programa criado em 1985 pelo Governo Federal; e do Conpet – Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural, criado também pelo Governo Federal, em 1991. Para mais informações sobre os projetos desenvolvidos em cada programa, você pode acessar às páginas nos sites: Procel ; e CONPET . E lembre-se: A Terra não precisa de nós. Nós é que precisamos dela!

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