Festival dos Messias

Messias (do hebreu משיח Māšîªħ, Mashíach, o Consagrado) é um conceito do Judaísmo referente às profecias da vinda de um humano descendente do Rei David, que irá reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo desta forma a paz ao mundo.

Os cristãos consideram que Jesus Cristo é o Messias, bem como o Filho de Deus e blábláblá, cujo conceito foi estipulado no Concílio de Niceia de 325 E.C. A palavra “Cristo” (em grego Χριστός, Christós, “O Ungido” ou “O Consagrado”) é uma tradução para o grego do termo hebraico “mashiach”.

No Velho Testamento, a palavra específica Messias aparece apenas duas vezes: em Daniel 9:25 e 26, quando um anjo anuncia ao profeta Daniel que o Messias surgiria e seria morto 62 semanas proféticas após a reedificação de Jerusalém, antes da cidade e do templo serem novamente destruídos.

No Novo Testamento, a palavra grega Μεσσίας (Messias) está registrada também apenas duas vezes: em João 1:41, quando o André (não, não fui eu) contou a seu irmão Pedro que recém haviam encontrado o Messias (que traduzido é o Cristo), e em João 4:25, onde uma mulher samaritana comenta com Jesus que sabia que o Messias (que se chamava Cristo) estava vindo, e que quando viesse, nos anunciaria tudo, ao que Jesus prontamente lhe respondeu: “Eu o sou, eu que falo contigo”.

Mas, há muitos candidatos a Messias nessa estória toda. Vejamos alguns deles:

APOLÔNIO DE TIANA

Nascido na cidade de Tiana (da atual Turquia), 2 séculos antes da era cristã – então integrante do Império romano – Apolônio foi educado na cidade vizinha de Tarso, na Cilícia, e no templo de Esculápio em Aegae, onde além da medicina se dedicou às doutrinas de Pitágoras, vindo a adotar o ascetismo como hábito de vida em seu sentido pleno.

A principal fonte sobre Apolônio é a obra Vida de Apolônio, de Flávio Filóstrato, na qual alguns estudiosos identificam uma tentativa de construir uma figura rival à de Jesus Cristo. Apolônio também é citado nas obras A Vida de Pitágoras, de Porfírio, e A Vida Pitagórica, de Jâmblico. Acredita-se ainda que ele seja o personagem Apolo, citado na Bíblia em Atos dos Apóstolos e I Coríntios.

Atos 18:24-25 – Entrementes, um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloqüente e muito versado nas Escrituras, chegou a Éfeso. Era instruído no caminho do Senhor, falava com fervor de espírito e ensinava com precisão a respeito de Jesus, embora conhecesse somente o batismo de João.

Bom, aqui já começam os problemas. O camarada nasceu no século II A.E.C. e é relatado nos Atos pregando sobre Jesus? Tem algo cheirando mal aqui. Típica forçação de barra para sustentar que Apolônio era seguidor de Jesus. Mais um exemplo? Ora, ele é descrito como tendo vindo de Alexandria, mas Alexandria ficava bem distante de Tiana. Oh, tudo bem que nosso amigo Alexandre Magno criou muitas cidades com o nome de Alexandria, mas os indícios é que a referida Alexandria era mesmo a que ficava localizada no Egito.

Bem, vejamos o que o Coríntios diz:

1 Coríntios 3:4-6 - Quando, entre vós, um diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é isto modo de pensar totalmente humano? Pois que é Apolo? E que é Paulo? Simples servos, por cujo intermédio abraçastes a fé, e isto conforme a medida que o Senhor repartiu a cada um deles: eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fez crescer.

Também nada muito esclarecedor. Ou seja, os crentes adoram dizer que ateus (na visão deles qualquer um que não siga a vertente deles é ateu, incluindo agnósticos, muçulmanos, judeus etc) vivem usando texto fora de contexto sobre pretexto (oh, que frase inteligente. Bleargh!). Mas, tb vivem forçando a barra para adequar outros escritos à sua própria visão.

“Você pode ter a opinião que quiser, desde que concorde comigo” ;-)

Diz-se que Apolônio era um bom orador, eletrizante e convincente, logo depois se transformou num tribuno (o magistrado que atuava junto ao Senado Romano em defesa dos direitos e interesses da plebe), ao mesmo tempo em que sua fama se popularizava, caminhando pelo resto do mundo dando um exemplo justo, bom e perfeito. Curando doentes, fazendo milagres, ressuscitando mortos e pregando a não-violência Tá se lembrando de alguém? Exatamente! Agia que nem Buda

Ué, você imaginou alguém mais? ;-)

Há relatos que Apolônio ressuscitou a filha de um senador romano, oito dias depois que ela estava morta. Alguém aqui imagina como ela devia estar cheirosa? Pois é, né?

Apolônio foi um espontâneo defensor dos injustiçados, capaz de praticar os mais arrojados e difíceis atos de bravura. Sua firmeza e energia de propósitos, mesmo diante do perigo, causavam a todos uma coragem estóica. “Ele fora um Deus em forma de Homem!”. E não, ele não era Chuck Norris. :-D

Ele viajou muito no tempo em que esteve na Terra, desde o Egito até a Mongólia, sempre sendo “iniciado” (ui!) nas Ordens que encontrava (um cara muito metido). Da Grécia à Índia, absorveu o misticismo oriental de magos, brâmanes, sacerdotes e embusteiros em geral. Coisa muito comum naquela época e mais ainda nos dias de hoje.

Bem, durante esta viagem, e subseqüente retorno, ele atraiu um escriba e discípulo, Damis, que registrou os acontecimentos da vida do sujeito. Estas notas além de cobrirem a vida de Apolônio, compreendem acontecimentos relacionando a uma série de imperadores, já que (supostamente) viveu 100 anos. Eventualmente essas notas chegaram às mãos da imperatriz Julia Domna, esposa de Septímio Severo, que encarregou Filóstrato de usá-las para elaborar uma biografia do sábio.

Apolônio, segundo dizem, era um cara cheio de si. Pediu para ser iniciado numa ordem lá de maneira bem simplista:

“Bem sabes porque não queres iniciar-me. Se o dizes, revelá-lo-ei: o meu crime é justamente conhecer bem melhor do que tu o rito da iniciação. Vim pedir-te por um ato de modéstia, submissão e simplicidade, a fim de que passasses por mais sábio do que eu. Apenas isto!”.

Como sempre, há pouca autenticidade nas publicações que foram feitas sobre os ensinamentos atribuídos a Apolônio. Do seu evangelho existe uma pequena parte que já foi publicado, o mais apenas algumas poucas doutrinas “iniciáticas” possuem e mesmo assim somente tem acesso a eles iniciados de grau elevado. Fico imaginando porque nunca temos relatos seguros e isentos de e sobre todos esses profetas. Paixão por hermetismo ou fraude descarada? Você decide.


SIMÃO MAGUS

Simão Magus era outro bom candidato a Messias. Ele nasceu em Samária e viajou do Egito a Roma pregando as “boas novas”. Deviam ser numerosas, por sinal. Com tanta gente contando, elas ficariam velhas rapidinho. (tá, o trocadilho é infame, mas não abro mão dele )

O “magus” do nome de nosso herói pode significar “mago” ou “sábio”, dependendo de qual contexto você quer usar. E ele se achou em disputa com J. Cristo Mega Star. Simão costumava dizer: “Jesus é a personificação da Eternidade Sagrada. E eu a personificação do Espírito Sagrado”.

A humildade desses mashiachs me comove profundamente…

Bom, pelo sim, pelo não, nosso glorioso Simão Copperfield, digo, Simão Magus andou incomodando a galera de Jay Cee. Ele é mencionado nos Atos dos Apóstolos:

Atos 8:9-13 – Ora, havia ali um homem, por nome Simão, que exercia magia na cidade, maravilhando o povo de Samária, e fazia-se passar por um grande personagem. Todos lhe davam ouvidos, do menor até o maior, comentando: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande. Eles o atendiam, porque por muito tempo os havia deslumbrado com as suas artes mágicas (notem a mudança de tom). Mas, depois que acreditaram em Filipe, que lhes anunciava o Reino de Deus e o nome de Jesus Cristo, homens e mulheres pediam o batismo. Simão também acreditou e foi batizado. Ele não abandonava Filipe, admirando, estupefato, os grandes milagres e prodígios que eram feitos.

Pelo texto, Simão M. passou a acreditar em Filipe e se tornou seu seguidor. E como a nossa querida e amada Bíblia é cheia de contradições, vejam uma coisinha:

É dito que certa vez, Simão Magus estava entre seus seguidores e observa Pedro pregando concedendo o Espírito Santo às pessoas. Eles ficam espantados vendo a posição das mãos ao “conceder” o Espírito Santo.

O Novo Testamento descreve a cena em Atos 8:17-21:

Então os dois apóstolos lhes impuseram as mãos e receberam o Espírito Santo. Quando Simão viu que se dava o Espírito Santo por meio da imposição das mãos dos apóstolos, ofereceu-lhes dinheiro, dizendo: Dai-me também este poder, para que todo aquele a quem impuser as mãos receba o Espírito Santo. Pedro respondeu: Maldito seja o teu dinheiro e tu também, se julgas poder comprar o dom de Deus com dinheiro! Não terás direito nem parte alguma neste ministério, já que o teu coração não é puro diante de Deus.

Contraditório. Se ele passou a ser lambe-botas de Filipe, batizado inclusive, por que ele “compraria” a graça?

A melhor interpretação que se pode fazer, então, é que ele testou Pedro a mandar o Espírito de porco Santo. Mas, Pedro arregou. Qualquer semelhança com o Desafio de Randi é mera coincidência…

Nisso, Pedro denuncia Simão por querer comprar uma benção, e daí vem o termo “Simonia”. O pecado de tentar comprar bênçãos espirituais. Mas, isso é coisa do passado. Vocês nunca viram isso acontecer. (não é mesmo, Lutero?)

Agora a coisa começa a ficar interessante. Iniciou-se uma disputa de milagres. No canto vermelho: Pedrão, a Pedra! No canto azul: Simão, o Grande! Dom King esfregando as mãos e a galera animada com a porradaria. O ser humano não muda…

Bem, a briga foi intensamente relatada no livro apócrifo Atos de Pedro, escrito no século II E.C. Pelo livro, Simão e Pedro competem em disputas para saber quem faz mais milagres. E em todas elas, adivinhem, Pedro é sempre o vencedor. Imagino se eu for na sede do Vasco da Gama e na do Flamengo, perguntando qual é o clube de futebol mais querido, faço bem uma noção do que me responderiam.

Numa dessas disputas, Simão diz que se o Messias pode curar, ele tb podia. E que ele seria levado ao paraíso. Com isso, ele começa a levitar. Atos de Pedro 3:32

Pedro ergue as mãos e chama Jesus para que venha humilhar seu adversário. Simão Magus cai e é zombado por todos. Muito conveniente, né Pedrão?

Podemos intuir que os cristãos estavam bem incomodados com o sujeito, pela ampla anti-propaganda com o cara. Os especialistas afirmam isso com base numa premissa simples: você não combate aquilo que não lhe atrapalha. Simão devia ser uma pedra na sandália e tanto.

O mais inusitado, são as pregações de Simão Magus. Para ele há 2 encarnações de Deus.

Segundo Irineu, o primeiro estudioso do cristianismo, ele teria dito que era o “Poder de Deus” (messias masculino), enquanto que o “Pensamento de Deus” (messias feminino) é uma mulher chamada Helena, encontrada numa casa de prostituição. Lembrou-se de alguém?

Claro, afinal isso representa a capacidade de arrependimento dos pecados e redenção. Nada de novo sob o Sol. Entretanto, isso vai de encontro com a única expressão de Deus sobre a Terra. Claro que os misóginos de plantão não aprovaram isso.

Os seguidores de Simão aumentam da Samária até Roma. Ele mantém seguidores até o século IV E.C. na Síria, Egito e Roma. Imperador Romano Claudius ergueu uma estátua com a inscrição: Para Simão, o deus sagrado.

Isso até Constantino chegar e fazer com que as igrejas de Simão começassem a desaparecer.


Em 132 E.C., O entra em cena o judeu Simão Bar-Kohba. Muitos achavam que ele ocupa melhor o posto de Messias, já que ele também era descendente da família real de Davi, um líder carismático. Ele fala contra Roma, mas ele efetivamente luta contra Roma.

A coisa toda começa quando o imperador Adriano constrói um templo para Júpiter no lugar do grande templo de Jerusalém. Para os judeus isso foi uma blasfêmia e o estopim da guerra de Bar-Kohba, que dá ares de guerrilha em cerca de 125. Os homens de Bar-Kohba se escondiam em túneis onde armazenavam armas e provisões e atacavam os legionários repentinamente. Típico do Comando Delta.

Bom, o Rambo da Palestina consegue expulsar temporariamente os Romanos de lá, as pessoas passam a vê-lo com dons messiânicos. Simão passa a chamar-se Nasiy’ Yisra’el (Príncipe de Israel). As moedas cunhadas na época auferiram a Bar-Kohba o título de salvador e redentor. Afinal, o Mashiach seria um líder militar que libertaria Israel (conforme Isaías 2:4) e não apenas um carpinteiro jóquei de jegue

Os rebeldes ocupam Jerusalém e algumas fortalezas espalhadas pelo território judaico. Depois de muita luta, um enviado especial de Adriano, Júlio Severo, consegue dominar a revolta, vendendo, em seguida, os rebeldes como escravos. É o ano 135 d.C.

Após isso, as legiões romanas se espalham por todo o mundo conhecido. Com isso, há uma mescla das crenças dos soldados com as crenças de cada lugar pelo qual eles passam. Assim, surge um deus cultuado pelos soldados: Mitra.

Segundo as lendas, Mitra nasceu de uma virgem em 25 de dezembro. Dividiu uma última refeição antes de ser chamado ao paraíso e voltou à Terra como filho de Deus. Em cerca de 200 E.C., o mitraísmo começa a superar, em número de seguidores, o Cristianismo. Mesmo pq, era muito popular entre os soldados romanos, bem como os oficiais. Escavações acharam muitos tempos em honra do deus Mitra pelo Império Romano.

Os iniciados ao culto participam de uma refeição sacramental, composta de pão e vinho, para invocar o sangue e o corpo sacrifical de Mitra e do touro que ele matou, conforme as lendas. Talvez o problema principal do mitraísmo tenha sido por ser uma seita secreta, composta apenas por homens.

Entretanto, na mesma época havia um culto a uma deusa-mãe, conhecida por Rainha dos Céus (em latim, Regina Coelli), cuja imagem retratava uma mulher com um bebê-deus no colo. Seu nome? Isis (mãe de Hórus). Um culto que Roma absorveu dos egípcios.

Ela era reverenciada em grandes procissões e os sacerdotes e sacerdotisas (diferente do mitraísmo, era uma religião inclusiva a ambos os sexos) usavam roupas de linho branco, simbolizando sua pureza.

O problema principal era que as devotas a Ísis dedicava certas épocas do ano em sua honra, ou seja, elas guardavam-se em castidade e nada de sexo. Claro que os marmanjos não gostaram nem um pouco. ;-)

A partir do ano 500 d.C., o culto em louvor a Ísis passa a ser banido, e os templos são convertidos em igrejas que cultuam a Virgem Maria (a partir do Concílio de Éfeso, a maternidade divina de Maria é doutrina constante e unânime na Igreja). E no ano 350 E.C., um escritor cristão relata a discussão entre duas pessoas. Uma delas era seguidor de João Batista, e este diz: “João é o Cristo e não Jesus” – Reconhecimentos de Clemente cap.1:60

Os seguidores de João Batista, no séc. 2, vão parar no norte do Iraque. São conhecidos como Mandeus. Eles não aceitam Jesus, mas sim João Batista como Messias.

Assim, como podemos ver, há uma zona dos infernos na determinação de quem deve ser o messias. Constantino, que de bobo não tinha nada, aproveitou e fez um milk-shake com o compacto dos melhores momentos desses personagens e declarou Jesus Cristo como sendo “Pop Star da Palestina”. Ele adapta um monte de crendices, estórias e mitos e constrói o seu próprio herói. Nada a ver com as profecias ditadas no Velho Testamento. Por isso, os judeus ainda aguardam aquele que vai libertá-los (do que mesmo?).

O que as pessoas crêem? Pouco importa. A verdade é uma só. Os fatos acima descritos têm mais embasamento histórico que mortos dançando Thriller pela cidade, pães aparecendo do nada etc.

Outros fizeram milagres? Também nada pode ser provado. Não passam de lendas.

O Cristianismo? Mais uma delas.

Mais informações:

http://www.chabad.org.br/interativo/FAQ/n_cre.html
http://www.veredas.net/textos.php?texto=58
http://www.universiabrasil.net/images/docs/Estudos_de_Religiao.pdf
http://www.orion.med.br/art13.htm
http://www.theosophical.ca/theosophical.ws/Portuguese/ApolonioDeTiana.htm
http://www.chabad.org.br/biblioteca/historias/hist56.html
http://www.doaldofb.hpgvip.ig.com.br/peqhistlingheb.htm
http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=262&p=0

Para saber mais:

A Tanakh (תנ״ך, a bíblia dos judeus) é composta por:

Torá ( תורה ) - Também chamado חומש (Chumash , isto é “Os cinco”), que é a reunião dos 5 primeiros livros, conhecidos como “Pentateuco”.

► Bereshit (Gênese)
► Shemot (Êxodo)
► Vayicrá (Levítico)
► Bamidbar (Números)
► Devarim (Deuteronômio)

Neviim ( נביאים) - “Profetas”

► Yehoshua (Josué)
► Shofetim (Juízes)
► Shemuel (Samuel)
► Melachim (Reis)
► Yesha’yáhu (Isaías)
► Yirmiyáhu (Jeremias)
► Yechezekel (Ezequiel)
► Trê-assar (Doze Profetas)

Kethuvim (כתובים) - “os Escritos”

► Tehilim (Salmos)
► Mishlê (Provérbios)
► Iyov (Jó)
► Shir Hashirim (Cântico dos Cânticos)
► Rut (Ruth)
► Echá (Lamentações)
► Cohêlet (Eclesíastes)
► Ester
► Daniel
► Ezra/Nechemyá (Esdras/Neemias)
► Divrê-Hayamim (Crônicas)

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