300 de Esparta – A guerra Filme x História

Os 300 ajudaram a “salvar” o Ocidente

Dê um desconto para o sangue espirrando para todo lado, os monstros de computação gráfica e os soldados de tanguinha de couro: a história contada (ou melhor, levemente esboçada) no filme 300 é, apesar de tudo, um bocado importante. A superprodução narra o combate entre o gigantesco exército de Xerxes, o Grande Rei do Império Persa, e as pequenas forças da Grécia, sob o comando de 300 guerreiros de Esparta, no desfiladeiro das Termópilas. Um dos poucos acertos em cheio do filme é justamente mostrar como o confronto nas Termópilas foi fundamental para que a Grécia derrotasse o Império Persa, abrindo caminho para o auge da cultura helênica e para o fortalecimento dos valores que, até hoje, regem o mundo ocidental.

A briga entre gregos e persas começou muito antes do ano 480 a.C., data da luta nas Termópilas. Os dois povos já se estranhavam havia 50 anos, quando Ciro, o primeiro Grande Rei persa, conquistou as regiões da Ásia Menor (atual Turquia) onde viviam gregos. Segundo o historiador helênico Heródoto (nascido em 484 a.C.), Ciro não tinha lá uma opinião muito elogiosa sobre os gregos. “Nunca tive medo de homens que possuem um local de reunião no centro de suas cidades onde fazem juramentos falsos e enganam uns aos outros”, teria dito Ciro certa vez.

O tal lugar é a ágora, nome dado pelos gregos a uma mistura de praça do mercado com local de debates políticos e intelectuais. Para muitos historiadores, o comentário evidencia as diferenças culturais e econômicas entre os dois povos: os gregos já tinham uma civilização voltada para o comércio e na qual era possível para muita gente participar da vida política, enquanto os persas viviam num mundo pastoril, sob a autoridade absoluta de seus monarcas.

Mesmo assim, o começo do domínio persa foi auspicioso. Ciro e seus sucessores trouxeram paz e estabilidade à Ásia, apoiando a construção de estradas e a agricultura. Mas a falta de tato político dos funcionários do Grande Rei, bem como os pesados impostos, acabaram incentivando os gregos asiáticos a se rebelarem. Eles pediram a ajuda de seus compatriotas na Europa, e duas cidades – Atenas e Eretria – responderam ao chamado.Com esse apoio, os gregos da Ásia se rebelaram em 499 a.C., mas acabaram sendo derrotados. O Grande Rei da época, Dario I, mandou uma expedição punitiva para a Grécia. Eretria foi tomada facilmente, mas os homens de Dario I levaram uma sova humilhante de Atenas e tiveram de recuar. O monarca jurou vingança, mas morreu antes de colocar seu plano para isso em ação. E assim a tarefa ficou para seu filho Xerxes.

Esparta na liderança

Obviamente, Atenas era um dos alvos da vingança do Grande Rei, mas o objetivo final era submeter toda a Grécia ao Império Persa. Os motivos eram muitos: esperava-se que todo rei persa recém-chegado ao trono (e esse era o caso de Xerxes) ampliasse ainda mais os domínios de sua dinastia; subjugar a Grécia européia aumentaria a segurança das possessões gregas de Xerxes na Ásia, evitando novas ajudas a rebeldes; e parentes jovens e ambiciosos do rei já pensavam em lucrar com a conquista, tornando-se sátrapas (governadores) da nova província.

“De quase 700 cidades-Estado gregas que podiam ter entrado na resistência a Xerxes, só 31 efetivamente o fizeram”, conta o historiador Paul Cartledge, da Universidade de Cambridge (Reino Unido). Tal resistência, ainda que aparentemente pífia, só se tornou possível com a liderança de Esparta. Essa cidade-Estado, que ficava no Peloponeso (o extremo sul da Grécia), era a mais poderosa da região na época, tendo montado uma rede de aliados que, como lembra Cartledge, englobava mais de metade das cidades que acabaram entrando para a resistência grega.

Há quem veja na formação dessa aliança, hoje conhecida como Liga do Peloponeso, uma política deliberada de Esparta para deter a ameaça persa. “Isso é provavelmente um exagero. Mesmo em 490 a.C. [data do ataque de Dario a Atenas], Esparta era provinciana e isolacionista demais para perceber com clareza essa ameaça”, diz Peter Green, historiador da Universidade de Iowa (EUA) e um dos maiores especialistas na história da invasão de Xerxes.

As forças de Xerxes provavelmente somavam mais de 120 mil homens em terra e cerca de 1.000 navios, uma escala de mobilização que os gregos nunca tinham visto. A única chance da resistência helênica era usar o terreno da Grécia em seu favor. Daí a escolha de lutar nas Termópilas, um desfiladeiro que, na sua parte mais curta, só dava espaço para a passagem de duas carroças lado a lado, e que era a única entrada viável para o centro do país. Ali, poucos homens podiam fazer frente a muitos.

Esse é um dos motivos pelos quais os espartanos só mandaram 300 homens, à frente de outros 7.000 soldados gregos de outras cidades. O outro era religioso: a batalha aconteceu durante a Carnéia, um festival dedicado ao deus Apolo durante o qual tradicionalmente os espartanos não podiam guerrear. Mas provavelmente também havia uma motivação mais sacana: Esparta não queria arriscar o grosso de seus homens para defender a região central da Grécia, enquanto o Peloponeso podia ficar desguarnecido.

No fim das contas, esse excesso de cautela e a ação de um traidor grego, Efialtes (que não tinha nada a ver com Esparta – ele era um morador da região das Termópilas – e nem devia ser aquele monstrengo exagerado de Miller), pôs tudo a perder. Mas o sacrifício dos 300 espartanos e de um de seus reis, Leônidas, inspirou a resistência grega a ir até o fim no combate. O resultado é que a marinha helênica, formada basicamente por navios atenienses sob comando espartano, acabou com a maior parte da frota persa em Salamina, perto de Atenas, cerca de um mês depois. No ano seguinte, na cidade de Plataia, Esparta finalmente mandou para o campo de batalha a maior parte de seu exército, sob o comando de Pausânias, sobrinho de Leônidas. Os soldados de Xerxes foram esmagados, e nunca mais um exército do Grande Rei pisaria na Grécia européia.

Vitória da liberdade

As causas da vitória final grega são tanto militares quanto políticas. No combate corpo-a-corpo, os guerreiros de Esparta eram imbatíveis graças ao treinamento rigoroso e à disciplina férrea; e todos os gregos contavam com armamento ofensivo e defensivo (grandes couraças peitorais, escudos redondos, lanças mais longas etc.) muito superior ao dos persas. E, claro, eram homens livres, com direitos políticos (como o voto) assegurados em suas respectivas cidades, ao contrário dos persas, que seguiam um monarca que era considerado o representante dos deuses na Terra.

Com o invasor expulso, as várias facetas da cultura grega chegaram a seu apogeu, principalmente em Atenas, cuja liderança foi tão importante no mar quanto a de Esparta em terra firme. Atenas se firmou como o primeiro grande experimento de governo democrático da história: seus escritores e artistas tiveram patronos e liberdade criativa para produzir obras-primas, e os pensadores que freqüentavam sua ágora lançaram as bases da filosofia. Sem a vitória de Esparta e Atenas contra os persas, essa herança crucial para o que pensamos e vivemos hoje talvez jamais pudesse florescer.

Para saber mais: A Outra Esparta

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48 Responses to “300 de Esparta – A guerra Filme x História”

  1. Muito bom o texto, bem informativo. Parabéns.

    Como você falou no início, apenas um boçal esperaria uma aula de história em uma sala de cinema, mas não custa nada ser precavido!

    Até mais

  2. Excelente texto. Vale lembrar que tratou-se de adaptação dos quadrinhos de Frank Miller, e pra quem conhece este excelente escritor/desenhista/argumentista, fica claro seu estilo em cada trecho do filme, independente da não fidelidade histórica.

  3. Gostei muito das explicações precisas de História, mas nem tanto da injustiça que você fez contra o filme, que aliás se chama no original “Frank Miller’s 300″ e é totalmente baseado na graphic novel. Em suma, o filme não poderia ser mais fiel aos fatos históricos sem comprometer a fidelidade à graphic novel que o criou (e que, não, não serviu meramente de ‘inspiração’).

    Não faz sentido, por exemplo, criticar o Xerxes do filme, porque afinal ele é exatamente igual ao Xerxes da graphic novel. E, pra piorar, se a questão dos parcos trajes é irrealista, saiba que no filme eles usam até mais roupa do que na graphic novel. No geral, tudo que você criticou no filme pode ser aplicado a graphic novel também. Então, antes de fazer um resenha, você devia ter analisado o contexto do trabalho… :-/

    Observe que não vou nem entrar no mérito de discutir se o fato de terem escolhido basear-se no comic ao invés da História como sendo algo bom ou ruim (ou superficial, ou infantil etc.), só que você está criticando o trabalho errado. Garanto que ninguém vai poder contestar o fato da graphic novel *não ser* nenhuma aula de história sobre a guerra de Termópilas. Ou será que as pessoas se esquecem disso porque ninguém leva quadrinho a sério, mas filme tem outro tratamento?

    Mas se vamos ver outros equívocos no tratamento de filmes baseados em quadrinhos (como as atrocidades que a Veja disse sobre “V de Vingança”), acho que prefiro não ler mais resenhas sobre filmes que conheci na minha infância sob a forma de quadrinhos pelo constante descaso com que isso é feito. :(

  4. Isso mostra que vc não entendeu o texto, que visa comparar a obra (HQ/filme) com fatos históricos e não criticar simplesmente o filme.

    Releia o texto, por gentileza.

  5. pessoal o que vale a pena é que estamos conseguindo colocar um brasileiro em um filme que vai dar ibope, já que os 2 filhos de francisco brochou no oscar. tenham fé moçada.

  6. Parabéns pelo post! Esclarecedor e bem escrito. Adicionado aos favoritos!

  7. O que o autor do texto que passar é a realidade dos acontecimentos visto de uma ótica histórica, não tem nada a ver com nacionalismo barato. Abra o olho cara.
    Pare para pensar!
    Informações distorcidas só fazem os espectadores ficarem acreditando em algo errado. A não ser que vc queira fazer uma nova religião.Vc quer?

  8. Na realidade … quando vamos ao cinema temos que nos entregar sim … ao que vemos a tela ….
    E entender o que estamos vendo …
    se um retrato de História [X] Uma releitura do pensamento de alguém …
    neste caso temos uma releitura do pensamento de alguém e por isso não deve ser criticado …
    Ou acaso a História real seria tão interessante e enigmática dessa forma … talvez sim … mas, com muito menos sutileza…
    Se não podemos matar nossos demônios na vida real, que se arranhe os que pensam ser Deuses na Ficção.

    …Minha opnião!

  9. Frank Miller é um gênio,tanto que despertou em mim a curosidade sobre o povo de esparta e sua fascinante história,parabens pelo texto,muito bem feito e elucidativo.

  10. Em comparação com a graphic novel, 300 é ótimo, pq é fiel a obra de Frank Miller.

    Mas, seria interessante as pessoas saberem q como é baseado nessa graphic novel, a história é um tanto quanto… surreal, irreal, sei lá.

    então está longe de ser um filme pra dar uma aula de história.

    seria interessante se as pessoas lessem a obra original, só para saberem q se trata de uma adaptação de quadrinho, nada mais.

  11. uma jogada americana para desmoralizar a historia de xerxes

  12. um modo dos cineasta ocidentais darem uma menssagem subliminar aos iranianos

  13. Gostei muito do texto, já havia estudado sobre os persas antes, mas alguns parágrafos me ensinara muito mais. Estou louco para assistir o filme, parece ser muito bom pelos comentários que fazem por aí, mas era de se esperar algum “problema”. Todo filme tem suas roubadas, se bem que ficou muito bom, pelo que pude analizar pelos trailers. :-)

  14. bem eu gostei muito do texto,pq eu entendi que nao foi uma critica ao filme ou a historia em quadrinho,e sim um relato historico ja que é otimo assistir a filmes porem é mt importante saber da real historia,para que o leitor nao fique perdido,e sim que divirta-se com a ficçao mas a real clara em sua cabeça.
    quero elogiar o contexto historico expressado em suas palavras,sao de uma relevancia genial

  15. Vibrei emocionada com cada parte do filme. Não esperei que fosse um retrato fiel da história real, mas, que fosse exatamente o que se apresentou, uma ficção com muita ação, aventura e um fundo de romance. E sabe o que é ótimo, a partir do filme, me interessei em saber como se passou a história real da batalha no desfiladeiro das Termópilas, que de certa forma, mesmo com tantas inteções e interesses - as vezes pouco heróicos - , também conta uma história de bravura e coragem.

  16. Na história real foi a coragem e a destreza militar que fez os gregos derrotarem os invasores persas.Porém,vale lembrar de que não foi nada fácil.Por outro lado, o filme como sabemos… muita ficção.
    Gostei do Asrtigo,gostei do filme.

  17. alguem observou que a mulher de leonidas usava calcinha preta sob o vestido, o que ainda não existia na época.

  18. As explicaçoes, sim, sao boas. Mas concordo com alguém que disse que se trata de uma adaptaçao de um HQ para o cinema. Talvez por isso a confusao: se o texto só explicasse a História, sem comparaçoes, a polêmica seria menor. Em todo caso, sempre podemos esperar exageros de qualquer blockbuster.

  19. Gostei muito do texto.Parabens.

  20. Penso que os filmes, sejam eles de quaisquer estilo, se nos fizerem interessar por estudar melhor o assunto, são bons filmes. Os 300, instigaram-me a estudar a real história entre persas e gregos, com isso aprendi um pouco mais. Isso pra mim é importante.

  21. Eu,sou formada em história dou aulas para ensino médio e fundamental ,estou fazendo pós graduaçao em história sociedade e cultura na PUC SP.
    Assisti o filme 2x gostei muito, é claro que tem algo que posso críticar como: o ator depilado, cheio de pirses, isso não retrata a época mas para mim será um bom material de trabalho aos alunos ,eles tb. precisam analizar a ficção e a história e tb. a época essa parte da história antiga eu gosto muito é possível fazer paral´los com a atualidade.

  22. Prezado André

    Adorei bastante a tua historia, sua descrição foi fantastica. Sou totalmente fascinado por contos de reis, sobretudo reis da antiguidade e fortes. Posso admitir de facto, que o filme visa mais a ferir a cultura iraniana do que fazer retrospectiva de um acontecimento real. Mas é exactamente este acontecimento real que me importa pois preciso fazer um trabalho escolar no qual pretendo falar sobre XERXES. A minha unica questão é que não tenho nenhuma refencia bibliagrafica para começar. Você me ajuda?

    Um abraço e até breve - Miqueias Lucas

  23. Miquéias

    Na verdade, o filme não tem nada a ver com o Irã. Ele foi baseado nos quadrinhos de Frank Miller e está 100% em conformidade com eles.

    Se Miller tem problemas com o Irã… Bem, aí é com ele. ;-)

    Sobre Xerxes, sugiro vc fazer sua peswquisa numa boa biblioteca de uma universidade. Converse com a bibliotecária e com certeza, ela te ajudará (procurar o departamento de História da instituição tb não será nada mal).

    Abraços.

  24. Miqueias,
    uma fonte de consulta interessante eh a wikipidia (http://en.wikipedia.org/wiki/Xerxes_I_of_Persia). Alem disso, talvez valha a pena dar uma olhada no livro ‘the battle of thermopylae - a campaign in context’, onde o autor, Ruppert Matthews,dedica alguns capitulos a campanha persa, com referencias sobre o rei xerxes.
    um abraco
    SAN
    Jeff

  25. Só uma errata: Esparta não formou a liga do Peloponeso para derrotar os persas. Na verdade, Atenas formou a Confederação de Delos para tal objetivo, e Esparta apoiou, mesmo não participando. A Liga do Peloponeso foi criada por Esparta em reação à C. de Delos quando Atenas passou a adotar uma política interna imperialista, isso depois das guerras Greco-Persas.

  26. realmente o filme nao é uma aula de historia, É UM FILME CARAMBA.

    ou vai dizer que voce assistiu o codigo da vinte e saiu procurando os decendentes diretos de jesus cristo.

    um filme nao tem a responsabilidade de ser fidedigno a historia.
    e sim vender bilheteria e 300 fez muito bem isso.

  27. Jessé,

    Pare de comentar sem ler o artigo CARAMBA! O artigo é claro em afirmar que o filme foi baseado nos quadrinhos de Frank Miller e não na História.

    Que cara chato!

  28. Gostei muito das esplicações, sou estudante da escola “E.M.Dr.Leandro Franceschini”,estou no primeiro ano de contabilidade.
    agora estou atualmente fazendo um trabalho de história, sobre Esparta & Atenas, o filme me ajudou bastante e também as coisas sobre a filme que estão aki…
    E é isso valeuuuuuuuuuu

  29. mande-me toda a historia de esparta x persia. Porque isto e fascinante

  30. o que aconteçeu realmente com Leonidas e seus homens

  31. Toma vergonha e deixa de ser preguiçoso.

    Tá tudo aí em cima.

    E ainda escrevi este outro artigo: http://ceticismo.wordpress.com/2007/06/05/a-outra-esparta/

    Detesto gente preguiçosa…

  32. Olá André

    Meu trabalho foi um sucesso. Obtive a segunda maior nota da turma (14/20) e posso lhe garantir que o seu artigo foi o maior impulssionador para realização do mesmo. Acreidito que o maior limitador na realização do meu trabalho, foi o tempo dado e a bibliografia (usei apenas a net) mas mesmo assim me sinto satisfeito.

    Um abraço e sucesso

    Miqueias Lucas

  33. Ah é uma pena que uma historia tão eletrizante tenha se tornado num cliche comercial o texto esta otimo e gostaria que no futuro algum produtor de cinema tomasse vergonha na cara e fizesse a versão verdadeira sobre a batalha das termopilas que foi sim heroica mas sem bandidos ou mocinhos somente o lado cetico da historia duas nações dando suas vidas por seus objetivos e com ou sem heroismo homens deram suas vidas de tal forma que ficaram gravados na historia.

  34. vi e gostei do filme, se trata de um filme de açao sobre guerreiros
    que estavam dispostos a matar e morrer, por seus ideais de ambos os lados, sobre história… pera ai nem todos o filmes são veridicos
    a historia do filme é muito boa, e o filme é perfeito
    sempre tem os dois lados. os persas tem suas histórias e suas vitorias,no 300 os espartas são os mocinhos

  35. Sou professor de História e sempre tive comigo q a Batalha das Termópilas está carregadíssima de toda a essência do mundo ocidental!!! Esse texto q acabo de ler deveria ser repetido em todos os títulos de filmes q envolvam, em certo momento, passagens históricas.
    Tive o privilégio de ler o quadrinho em seu ano de lançamento e ele acabou por despertar em mim a curiosidade pelo assunto. Pesquisei, comprei livros e tirei dúvidas com meus professores na USP. Até o lançamento do filme, a Batalha das Termópilas tinha novamente caído no esquecimento.
    Sem levar em conta os erros históricos, hoje as pessoas discutem o fato. Mas sempre me pergunto: Por que gastar tantos milhões no lançamento do quadrinho “300 de Esparta” e não ter uma fidelidade histórico maior?
    A Batalha das Termópilas sempre será a mais bela de toda a história de guerra da humanidade, pois foi o embate entre duas civilizações de culturas distintas, mas tão potentes q o oriente e o ocidente ainda vivem os seus conceitos.

    Parabéns pelo texto André. Abraços!

  36. Somente ontem consegui alugar o filme 300. Realmente o filme passa um ar bizarro em sua fotografia, chega a assustar até, entre guerreiros e soldados aquelas figuras grotescas e asquerosas, realmente só nas criações de Frank. O que mais chamou atenção foi o choque de Xerxes qdo se viu machcado pela lança de Leonidas, para um Rei tão poderoso, a vaidade parecia ter mais lugar em sua vida que seu prórpio reinado persa. Parabéns pelo texto, nos ajuda a compreendeer melhor a história e o próprio filme, que apesar dos pesares, merece uma nota regular.

  37. Cara Prof. Maria Isabel Dantas de Paula (comentário 21),

    Você denegriu seu currículo, o qual fez tanta questão de descrver, ao escrever ANALIZAR! Não posso aceitar que uma professora cometa um erro tão grotesco.

    André, adorei o texto. Parabéns!

  38. [...] Set 3, 10:08 AM — 300 de Esparta – A guerra Filme x História [...]

  39. [...] Set 10, 12:54 PM  — View post “300 de Esparta – A guerra Filme x História” [...]

  40. Parabéns,gostei muito do texto e das informações.Valeu mesmo.

  41. Excelente texto, mais uma vez, parabéns!

  42. Um ótimo texto!parabéns!
    É importante sabermos sim que devemos nos informar bem sobre assuntos que obiviamente serão distorcidos pelo indústria cinematografica e como já dito antes é sempre bom se divertir com filmes sabendo sim de sua historia real para que não apenas compare como fique bem informado.e o principal se divertir com inteligência!
    criticas construtivas poderiam ser sempre bem aceitas,porém existem alguns mas..de pessoas não tão bem informadas!

  43. Sem dúvida o papel do filme esta sendo bem feito que é criar uma certa polêmica o que é bom,pois nos fazem pesquisar e encontrar a verdade.Trata-se é claro de uma adaptação para as telas de uma também adaptação que foi a grafic novel de Frank Miller.Não há duvidas de que a batalha das Termópilas foi realmente um acontecimento marcante não só militarmente mais também cultural.E lembrem-se os espartanos não eram tão bonzinhos assim.

  44. `Gostei mais uma vez. Faz bem ler este blog.

  45. Interessante. No eentanto o filme tem algumas tendências para a moda estranahas; XERXES, não acham.

    Lol!

    Keep up the good work.

  46. Ih, o texto começou mal: “Nem o sujeito mais pedante vai assistir a um blockbuster esperando uma aula de história.”

    Se o sujeito é pedante, obviamente ele não vai querer aprender história em um filme. A melhor palavra seria “ingênuo”.

  47. http://pt.wiktionary.org/wiki/pedante

    Agora, pede pra sair.

  48. Muuuuitoo boom o texto.
    Só acrescentar uma informação real e política sobre o filme 300.
    Assitindo o filme vc observa pelo menos 40 vezes as palavras: Honra, dever, “freedom” entre outras.
    Sou advogado e estava lendo sobre as leis de incentivos fiscais à instituições cinematográficas em Hollywood, e é absurdo o quanto o governo americano investe em filmes que apoiem a guerra como um DEVER CÍVICO, para manter a HONRA e para conquista da LIBERDADE norte americana.
    O filme 300 é um veículo a jovens americanos para absorverem o status guerra, e alistar-se e morrer pelo pais.
    Para vcs verem… eles pensam em tudo! aiuhaiuh

    Parabeens
    Abraços

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